26 de fevereiro de 2011

quando não há Raid anti-traças

Viana do Castelo, 04 fev (Lusa) 

A nova igreja da Paróquia do Senhor do Socorro, em Viana do Castelo, um investimento de 750 mil euros, abre domingo ao culto, com a celebração da primeira missa, informou hoje fonte diocesana.

Esta igreja substitui a que funcionou "provisoriamente" durante 40 anos e que chegou a um estado de "completa degradação, toda carcomida pelo bicho".
"Essa igreja foi inicialmente concebida para desenrascar durante cinco ou seis anos, mas acabou por servir de local de culto durante quatro décadas", explicou a fonte.

Ainda bem que o clero é um estrato social eloquente e esclarecido, que consegue conjugar na mesma frase a utilização do substantivo "carcomido" e a realeza de espírito da expressão "concebida para desenrascar". Como é possível não adorar o requinte desta fonte diocesana?
Career Resources Editor’s Note: Women are finally gaining equality with their male colleagues in terms of admission to medical school and representation in non-surgical sub-specialties. However, significant disparities remain in surgical sub-specialties, senior academic and leadership positions, as well as in salary. Crucial to the advancement of women in medicine is positive role modeling and mentoring from those who have overcome obstacles and achieved success. The outlook remains bright for women entering medicine and choosing a career path that will bring personal and professional satisfaction.

John A. Fromson, M.D., Vice President for Medical Affairs, Massachusetts Medical Society

1 de janeiro de 2011

2011

Love that will not betray you, dismay or enslave you,
It will set you free
Be more like the man you were made to be.
There is a design,
An alignment to cry,
At my heart you see,
The beauty of love as it was made to be

25 de dezembro de 2010

Somewhere, out there, there’s another little freak who’ll love us, understand us, will kiss our three heads and make it all better.

22 de dezembro de 2010

De vez em quando, assim de repente, tenho saudades,de ver coisas pelos teus olhos. A estrada, um quarto de hotel numa vila de província, estrelas numa noite muito escura. 
Penso no teu nariz, do qual gosto muito e não sei onde estará. 
Em grande parte o nosso destino não somos nós que o fazemos; em grande parte.
Apesar da angústia e da ansiedade, gostava muito de viajar contigo. É bom viajar contigo. É preciso continuar a aprender a viajar viajar viajar viajar viajar.

pedro paixão

10 de dezembro de 2010

Não é fácil, de facto, ir ao supermercado em Paris. Ainda estou com um bocado de indigestão por ter dado 2.60€ por 4 cebolas. Passa-se isto:

  • A Gestapo gere o fiambre nos supermercados parisienses. Só assim consigo explicar como é que um gajo faz peregrinações de km para encontrar uma única prateleira, num hipermercado claramente maior que a Arca de Noé, dedicada a charcutaria onde pude alegremente ler: "Les simples plaisirs de la saucisse". Se Voltaire fosse vivo, apostava o meu dinheiro (literalmente), em como ele se inspiraria nestas sábias palavras para escrever a sua próxima grande obra-prima "A Salsicha Contemporânea" com epílogo de José Figueiras (vide aqui).
  • Durante anos achei que os portugueses eram o povo mais oportunista do Mundo. Deliciava-me a apreciar o requinte com que toda a gente, se deleitava a ler revistas na peculiar secção de imprensa dos hipermercados. Julgava eu, que este tipo de atitude alienígena era típico de sociedades ostracizadas, que por terem de gramar com os acufenos da Júlia Pinheiro e o fenómeno de incandescência do Manuel Luís Goucha, viam nestes momentos uma oportunidade para soltarem a sua volaille. A meu ver, a falência da Playboy Portugal, é explicável por esta ter a capa que menos se confunde com os rótulos dos detergentes de supermercado. Hoje descubro, com alguma surpresa, que os libertários utópicos dos franceses fazem o mesmo.


Esta semana não se discutiu mais nada a não ser a formação do novo governo em França.

Uf, que povo atrasado! Ainda bem que nós somos suficientemente civilizados para ter notícias interessantes.



26 de outubro de 2010

"Quero anunciar aos portugueses que depois de uma profunda reflexão decidi recandidatar-me", disse o Voltaire Asmático.


Da minha parte quero anunciar aos Alsacianos que após reflexão profunda percebi que pão com cereais é laxante.


Sem mais de momento.


 

23 de outubro de 2010

Oh je suis trop bourre
Pour baiser

17 de outubro de 2010

I love you and you love me. And whatever happens, I don't care. I don't want to know. I mean it. I don't want to know.

13 de outubro de 2010


This is not a love song.

11 de outubro de 2010

You're feeling unfinished but you keep on going

29 de agosto de 2010

Exmos. Administradores das Estradas (com e sem SCUTs) desse Portugau,

Hoje fiz o obséquio de passar pelas vossas execráveis novas máquinas que se fazem passar pelos ex-funcionários das portagens. Embora tenha sido uma experiência fascinante deparar-me com uma pseudo bilheteira travestida de roxo, e ter tido o privilégio de privar com a técnica da mesma (entenda-se por "técnica" a saloia de boné que se encontrava a blasfemar antipatia ao lado da máquina), confesso que este tipo de utensílio me suscitou preocupações várias:

a) Apesar dos botões em fúscia aprostituzado, as máquinas supra citadas lembram-me as caixas de pagamento self-service do Continente; se eu não tiver levantado dinheiro e o MB não funcionar (típico nas ditas) como procedo?

b) soube que V. Exas. possuem um call center para situações imprevistas, Bravo!; yet, medito se indivíduos com acufenos ou perda de audição conseguirão ser bem sucedidos. Houve investimentos em técnicas de linguagem gestual para apoiar a chamada do call center? Não vi nenhum ecrã por lá e adorava saber mais sobre isto.

c) No caso de ser um mudo nesta situação imprevista, como contacta convosco? Sai do carro e gesticula para as câmaras de segurança?

Agradecendo desde já a V. Exas. os esclarecimentos.

Peço deferimento.

27 de agosto de 2010

“Your heart is my piñata.”
Chuck Palahniuk
"Never allow someone to be your priority while allowing yourself to be their option”

20 de junho de 2010

"Caro Presidente da República, venho por este meio comunicar-lhe a minha faraónica desilusão com a conduta política de V. Exa. Não, não estou zangado consigo por causa do casamento gay (eu até acho piada aos gays conservadores, esses oximoros com pernas). Não, também não estou chateado consigo por causa das suas declarações sobre o turismo (a infelicidade do seu raciocínio acabou por transformar Vieira da Silva num génio da economia, mas eu perdoo a V. Exa.). Eu estou a amarinhar pelas paredes, porque V. Exa. não reagiu às declarações inconcebíveis do ministro das Finanças. V. Exa. quis ser o explicador de economia de Vieira da Silva na semana em que devia ter sido o professor de direito constitucional de Teixeira dos Santos.

Na semana passada, Teixeira dos Santos reconheceu a retroactividade e a inconstitucionalidade dos 'novos' impostos. Mas logo a seguir, e através de uma cambalhota czarista, o mesmo Teixeira dos Santos suspendeu a Constituição: para justificar a inconstitucionalidade fiscal, o ministro invocou uma situação de emergência (eu ainda olhei pela janela à procura dos tanques espanhóis que justificariam a convocação daquele "estado de emergência", mas não os vi). Como é óbvio, caro Presidente, esta posição de Teixeira dos Santos é um absurdo perigoso. Mesmo que a resolução dos problemas do país implicasse a convocação de um "estado de emergência", essa prerrogativa caberia apenas ao Presidente. O "estado de emergência" não é um expediente burocrático. É o acto político por excelência, e não pode ser invocado por um ministro das finanças pedinchão.

Eu esperei, mas V. Exa. não reagiu a esta ofensa. Um ministro afirmou, com todas as letras autoritárias, que a máquina fiscal está acima da Constituição, mas V. Exa. não disse nada. Meu caro Presidente, este seu silêncio é inadmissível. E de duas, uma: ou V. Exa. concorda com Teixeira dos Santos (neste caso, V. Exa. não seria um grande político, mas apenas um bom contabilista), ou V. Exa. tem medo de causar uma "crise política". Eu estou inclinado para a segunda hipótese. E, neste sentido, deixe-me dizer-lhe uma coisa: o seu silêncio acrítico em relação a este governo já enjoa. V. Exa. acha que está a fomentar a estabilidade. Engana-se. V. Exa. está, isso sim, a pactuar com a podridão czarista deste PS. Os socialistas vão suspender a Constituição por seis meses, e V. Exa. anda a dar aulas de turismo e de "ética da responsabilidade". Não goze comigo, V. Exa.
"

Henrique Raposo, no Expresso.

13 de junho de 2010

"(...)assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido(...)"
Parece-me que há situações em que uma 2ª oportunidade não se impõe. Até posso dá-la por descargo de consciência, mas ciente de que me vão desiludir novamente. E quando esta oportunidade é dada a alguém que nem é próximo? Que não merece consideração? Devemos dá-la só porque é um indivíduo e porque esperamos o mesmo para nós?
No lo se.
O que eu sei é que hoje, espero que aqueles que me fizeram porcaria tenham acalásia anal ou algo que se assemelhe. Também desejo do fundo do ventrículo esquerdo, que a pêga bulímica do meu ano tenha um ataque de psoríase e que engorde ainda mais.
De resto, vou ponderando a hipótese de fechar os olhos à porcaria que me fizeram.
Passar bem.

8 de junho de 2010

Dont Je Connais La Cause, C'est Lui Pour
Moi, Moi Pour Lui Dans La Vie
Il Me L'a Dit, L'a Jure Pour La Vie.

7 de junho de 2010

Depois dos "Pais Natal" alpinistas de varandas, e das bandeiras, eis que surge o derradeiro instrumento nacionalista. Sobre este, deixo a seguinte recomendação:
Exmos. Tugas.
Metam a vuvuzela pelo rabo acima.
Agradecida.