15 de dezembro de 2009

When I met you, you were so unique
You had a little thing I'd love to keep
Every movement carried much mystique
I knew right then I'd carry on, to you I knew my heart belonged
You, you give me something
Something that nobody else can give
And my heart, started thumpin'
You know now, you're the one I truly know I dig

5 de dezembro de 2009

And did you think I was just for the weekend?
Like something you could just hold down and go?
Well know you've dropped yourself right in the deep end
Only you will know
I'm not the type to wash and go
No.
Hotter than your average bitch
Flick on Flick off my switch

9 de novembro de 2009

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

- Pablo Neruda

2 de outubro de 2009

27 de setembro de 2009

25 de setembro de 2009

As grandes histórias de amor pontuam a história do cinema de ficção, quase sempre com finais trágicos ou felizes. No documentário, o amor surge rico de contradições, ambivalências, duplicidades, falsos sonhos.

11 de setembro de 2009

...I enjoy taking risks.
"Passeávamos de mãos dadas pelas ruas. De mãos entrelaçadas. Eu só sentia as tuas mãos. Cruzávamos pessoas que nos olhavam com um ar de espanto. Não tínhamos sexo. Éramos como anjos, a sério.

Isto foi um sonho do qual recuperei estes fragmentos quando tomava o pequeno-almoço num dia cheio de sol.

Há-de chegar uma pessoa que não saiba de nada disto."



Pedro Paixão, em "Vida de Adulto"

6 de setembro de 2009

Marrakesh
Não sonhas. Morres um pouco de manhã e ao meio do dia quando o sol mais queima. Tens de continuar. Tens de esquecer. Não aguentas mais. Tens de acabar, matar, recomeçar a viver. Só que ela está presa por dentro e tu agarrado a ela por um nó da garganta e não sabes o que deves deitar fora, arrancar, vomitar para que ela sai de dentro. Sais à noite com definitivos propósitos de não voltares sozinho.
Compões dentro da tua cabeça uma mulher com um bocadinho disto e um bocadinho daquilo e esperas que bata certo. Levas um bocado do tecido rasgado e queres encontrar o todo. Mas não encontras ninguém.
Pior, encontras alguém que te vem provar sem remissão que não a vais poder substituir tão facilmente porque não há mais nada no mundo inteiro depois dela senão um deserto de tempo que se estende à tua frente onde tudo se torna insignificante e pequenino.

E quando pensas poder voltar atrás, também sabes que não é possível voltar atrás porque tu estás num mundo e ela noutro, os dois tão depressa se afastam, encerrados em planas fotografias em que estão abraçados e j
á não somos nós. E já te disse, não há "cuincidências".


Pedro Paixão in Nos teus braços morreríamos

5 de setembro de 2009

De repente
O amor foi-se e eu já não oiço "amo-te"
E o tempo que nos trouxe Tanto
(Ficou...)
Desinteressante

4 de setembro de 2009

Lo comprendí sólo
hasta cierto punto,
concretamente
hasta el ponto g.
Ela acordou especial, olhou para o espelho embaciado do quente do banho e exclamou “acabou-se o esplendor da alcatifa caseira, a partir de hoje ou sou herói ou nada!” Começou logo por trocar o Nestum-light da dieta pela alpista do Sinatra (seu canário afónico), vestiu qualquer coisa mais-ou-menos moderna e bateu com a porta.
Pelas ruas da cidade, fumou do pacotinho amachucado do SG ventil e piscou o olho aos pavões flamejantes que passavam, criaturas de apetite ainda bronzeadas pelo Sol. Mas logo se deixou de gulodices, hoje queria encontrar um emprego. As comboiadas teriam que esperar.
No CV dominavam parvoíces académicas do género pomposo “Ensaio ardente sobre a estética da letra Kapa” bem como tarefas proletárias em linhas de montagem de grandes empresas. Nos olhos reinava o desejo de ser tudo de novo, outra vez.
Escreveu com giz no preto de uma passadeira “Contra Regra, Policia Sinaleiro, Guarda-Freio, Escultora em Plasticina”. Agora só tinha que escolher!...

3 de setembro de 2009

BCN

2 de setembro de 2009


The wierdest thing happened.
retrospectiva de um amor profundo.

1 de setembro de 2009

Shall we dance?



Nothin' wrong with love
If you want to love me
Just let yourself go
Oh, baby
Let's get it on

Marvin Gaye

30 de agosto de 2009

Há quatro meses que não nos vemos, cada um com os seus problemas, ele a refazer uma empresa, eu a curar-me de ti.

Claro que de ti não falo, porque não temos intimidade para isso e porque falar de ti é arriscar-me a reavivar a ferida, a dor que hoje ainda não senti. Por isso nem minto quando digo que já estive mal e que hoje estou bem. Mas, de repente, o meu amigo, o meu novo amigo, sem que pareça vir a propósito, começa a falar de um amor antigo e que não passa, um amor excessivo como o nosso e eu fico preso às palavras que me diz sem cuidar de mais nada.

Como é possível que outros tenham sentido o que eu senti? É um escândalo.
Eu digo-lhe que o meu interesse é puramente literário mas que por favor não pare. Há pormenores, detalhes que são uma réplica perfeita do que fomos, coisas sem importância que guardamos como tesouros.

Olhamo-nos fixamente nos olhos como se um do outro aguardássemos uma resposta a qualquer coisa que não saberíamos pôr por palavras, naúfragos sem desejar salvação. E enquanto ele me conta devagar, com todos os cuidados - é imperioso que nada falte - a despedida, o último abraço, a voz embarga-se-lhe, vêm-lhe lágrimas aos olhos e depois sorri.

Também eu sinto os olhos húmidos, uma vontade de o abraçar, de o proteger, embora ambos saibamos que não há maneira de afastar para longe aquela dor que bate quando quer.

Pagamos a conta e saímos, seguindo calados pelas ruas cheias de um sol sem compaixão. Uma montra lembra-nos com malvada ironia que vem aí o dia dos namorados. Deixo-o à porta do escritório onde nos abraçamos pela primeira vez e continuo em frente sem me perguntar para onde.


Pedro Paixão, em "Amor Portátil"

28 de agosto de 2009

One of the best things about travelling: you always get to learn more about yourself.