26 de dezembro de 2008

" ... o conceito de tempo não entra na sensaçao
aquilo que vivemos ta gravado no coraçao
segura na minha mão e continua a cançao
é a melhor que já ouvi, reinventaste a paixão
..."

25 de dezembro de 2008

Mas chora!
Chora!
Não vou ligar
Chegou a hora
Vais me pagar
Pode chorar

É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porquê
Eu vou festejar
Vou festejar!
O teu sofrer
O teu penar...

Você pagou com traição
A quem sempre
Lhe deu a mão...


Laraiá Laraiá!
Lá Laiá Laiá!
Laiá Laiá!
Laiá Laiá!


Eu vou festejar
Vou festejar!
O teu sofrer
O teu penar...
Beth Carvalho - Festejar


Caraca! Não esquenta . A vida é hoje e não amanhã nem ontem, ela há de te trazer sempre algo melhor, cê vai ver.

Braziling.

24 de dezembro de 2008

Quem gosta, fica.
Listen and learn: "Cada um tem o que merece."

18 de dezembro de 2008

Crepes ao pôr do sol. Melhor o pôr do sol que os crepes. Sujeito a crítica.

Braziling.
You're the first thing i choose,
But the last thing I need.

LIAR!
Não podes pedir o mundo a quem só conhece portugal.

16 de dezembro de 2008

15 de dezembro de 2008

de Luto as in "escala destrutiva"
amigo: aquele que por mais longe que esteja, por menos vezes que fale, ou por pouco que ainda tenha em comum, em alturas em que a vida está num tom cinza, me tenta puxar.

14 de dezembro de 2008

You should be stronger than me.

to my dearest popcorn:

I could sleep forever these days
Because in my dreams I see you again
But this time fleshed out fuller faced
In your confirmation dress

It was so like you to visit me
To let me know you were ok
It was so like you to visit me
You always worried about someone else

At your funeral I was so upset
So upset so upset
In your life you were larger than this
Statue-statuesque

I see signs now all the time
That you’re not dead, you're sleeping
I believe in anything
That brings you back home to me

I see signs now all the time
That you’re not dead, you're sleeping
I believe in anything
That brings you back home to me.


And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive

Iris, Goo Goo Dolls
Claro que me mudou. Relativizou muita coisa, e ajudou-me a clarificar outras tantas. Hoje declaro-me contra, e futuramente serei objectora de consciência. Pessoalmente reflectiu-se como uma bomba em todas as relações que matinha.

Relativiza-se. Entende-se quem está para a vida e quem está para o presente. Descarto os últimos. Consigo analisar friamente quem me rodeia. Não gosto que me venham falar dos seus "grandes problemas", apetece-me mandar-vos dar uma bela duma curva, a vocês e às vossas conversas de merda. Estimo bem que metam os vossos "entendo perfeitamente" onde vos aprouver. Não, não entendem. Parece-me ridículo que as pessoas digam que sabem o que as outras sentem, se cada um é singular e sente as coisas de maneira única e intransponível. Não retiro especial conforto por me virem dizer que se sentem como eu, portanto façam-me um belo dum favor e poupem-me.

Fartei-me de certas coisas, e fartei-me sobretudo das pessoas. Não de todas, mas de grande parte. Consigo ver o filme todo antes de ser projectado na tela. Odeio mentira, hipocrisia, quem seja sonso ou quem seja imaturo. Destes últimos salvaguardo os que têm vontade de crescer. Dos restantes fica a ressalva que ser imaturo não é ser mentiroso. Existe uma base em tudo: educação, e desta espero que esteja apreendido o máximo e não o mínimo indispensável.

" Conheçam-se a vocês mesmos, antes de serem médicos." , better, conheçam-se a vocês mesmos antes do que quer que sejam.




Há pessoas que nos marcam e palavras que nos mudam.
O Vaticano emitiu hoje um documento intitulado Dignitas Personae que revela as suas reservas sobre quase todas as formas de fertilização artificial e engenharia genética. Fica o apelo aos católicos de todo o mundo para que se oponham a estas novas técnicas da biotecnologia que, dizem, são moralmente condenáveis.


A lista dos procedimentos moralmente inaceitáveis é longa. Entre outros, o Vaticano condena a fertlização invitro, a investigação com células estaminais embrionárias, pílulas do dia seguinte, clonagem reprodutiva ou com fins terapêuticos, diagnóstico genético pré-implantatório para evitar defeitos genéticos, criopreservação de embriões ou ovócitos para fertilização artificial, interferência no número de embriões implantados para prevenir gravidezes múltiplas, recurso à injecção intracitoplásmica de espermatozóides para ultrapassar problemas de fertilidade masculina, manipulação genética para qualquer forma que não seja tratamento médico.

É moralmente ilícito, dizem, recorrer a uma técnica que “se realiza fora do corpo dos conjuges mediante gestos de terceiros” como acontece na injecção intracitoplásmica de espermatozóides usada nos problemas de fertilidade masculina. Já a crioconservação é considerada “incompatível com o respeito devido aos embriões humanos” e a “redução embrionária [para evitar gravidezes multiplas] é um aborto intencional selectivo”. Sobre a terapia genética, fica o alerta: “na tentativa de criar um novo tipo de homem, entrevê-se uma dimensão ideológica, segundo o qual o homem pretende substituir-se ao Criador”.

Alberto Barros, especialista em genética médica, não esconde a desilusão. “Lamento profundamente esta posição, como católico e homem que crê em Deus”, diz, considerando-se envergonhado e perturbado. “Acredito na criação divina e na perfeição da criação mas sei que a natureza assumiu comportamentos de autonomia que levaram a desvios que são patologias e a obrigação de um médico é lutar contra isso”. “A infertilidade é uma doença”, sublinha, acrescentando que esta posição do Vaticano pode ser ofensiva para casais com problemas de fertilidade.

10 de dezembro de 2008

The telegraph cables hung
Few can decipher who the message is from
And deliver it quietly
'Cause some don't get much company

The harbor becomes the sea
And lighting the house keeps it collision free
Understand the lay of the land
Don't let it hurt you
Or it will be the first to


The water
The water didn't realize
Its dangerous size
The mountain
The mountain came to recognize
Its steep and rocky sides
More than realized

Pale as a pile of bones
You hope for your babies and this is how they grow
Wind-battered, knocked over
The teeth by the shoulder
Watching the gray sky that's acting like a good guy

The water
The water came to realize
Its dangerous size
The mountain
The mountain came to recognize
Its steep and rocky sides
Came to Recognize
Its steep and rocky sides
More than realized


Feist - The water

7 de dezembro de 2008

6 de dezembro de 2008

O número que marcou não está disponível

A minha mãe tem 89 anos e é surda. Quando lhe pergunto alguma coisa, responde ao lado. Protesto contra a sua surdez, ela afirma que “como” as palavras, No fundo, conversa de surdos. Traz-me triste, esta questão da incomunicabilidade. Percebo que a inteligência tem consigo, uma obrigação moral, tal como é expressa na parábola dos talentos. O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão. Dizia o meu amigo Jacques Brel, (nunca o conheci, entenda-se), numa entrevista que tive o privilégio de assistir: “recuso-me a ser inteligente”. Julgo perceber o que quis dizer, e no entanto…

Por favor não vomitem ao voltar ao assunto, mas a questão do aborto, parece-me exemplar. Pensei sobre essa questão dias a fio. E mudei de opinião. Cheguei à conclusão que uma sociedade de homens tem de se reger por um conjunto de valores que se afirmam, como na constituição dos EUA, como “self-evident”.

Procurei ouvir do “outro lado” argumentos que me fizessem pensar. Na verdade, apenas ouvi um discurso indigente, com a elevação das “cartas dos leitores”. No fundo há três classes, (como dizia o meu filho, pessoa com quem consigo conversar): A primeira, os que têm uma posição clubista: o Sim é de esquerda, o Não é de direita. A segunda fica pelo piso -3 dos argumentos, e usa interrogações do tipo: “Mas queres ver as mulheres presas?!!!?...”. Os terceiros, embora não o formulem dessa maneira, banalizam a vida pela evidência da exuberância e "facilidade" com que surge, em detrimento do valor extraordinário da singularidade de qualquer existência. Ou seja, é tão fácil criar uma vida, que a vida em si mesma, é de valor relativo, sobretudo se não lhe apertei a mão, lhe conheço as feições ou afaguei o pelo. E depois há aquela frase extraordinária: “ Tens que respeitar a minha opinião!”. Não! Não tenho! Que a tua opinião é uma merda, o teu raciocino abaixo do percentil 5, o tempo que perdi a te ouvir irrecuperável. Não respeito a tua opinião e disso me orgulho. Não afirmo a inexistência de outros argumentos que me façam parar para reflectir. Talvez haja. Ainda não os ouvi. Mas, sobretudo, há a enorme tristeza de não conseguir comunicar. Como é possível, (e outros afirmarão o mesmo, com sentido contrário), que algo que é para mim de uma clareza total, seja opaco para outros.
Penso que apesar de tudo, o treino profissional, e o meio cultural donde bebemos os instrumentos do intelecto, são fundamentais. O treino laboratorial traz uma sensibilidade que é muito difícil de transmitir a quem não teve a experiência do rigor da análise, mais ainda, da crítica científica. “ Small brother” dizia que este era um argumento da autoridade, mas não é, apenas a constatação de que diferentes treinos académicos fornecem instrumentos diferentes de análise. Nada mais frustrante, do que tentar explicar a um adolescente algo para o qual ele fecha a mente.
Ele julga que eu não percebo nada da vida, eu sei que ele sabe pouco da mesma. Mas destas duas certezas subjectivas, eu sei, (por que penso), qual a verdadeira, e qual a falsa, e no entanto, não consigo transmitir essa evidência. No quotidiano, quantas vezes sinto essa impossibilidade de encontrar quem esteja disposto a ser ensinado, embora todos se afirmem dispostos a aprender.

Diferença subtil, não?

E caminhamos sozinhos. Por vezes seguros, que a Terra anda à volta do Sol, e, no entanto, incapazes, apesar da veemência do discurso, não só de o provar, como até, de o fazer entender. Provavelmente, porque, (e ouço a minha mãe), eu “como” as palavras.



Nuno Lobo Antunes, Sinto Muito.