3 de agosto de 2008
Preciso demonstrar pra ela que mereço seu tempo pra dizer
Um pouco das idéias novas e os lugares onde viajei
Se ela botar fé na minha história que é de rocha e vem do coração
Vou estender o pano mais bonito feito na ilha de Madagascar
Um Bob, um Djavan, um Jimmy na viola, humildade de quem sabe onde quer chegar
Reparei a flor no seu vestido só guerreiro de aura boa pode merecer
E ela parou, olhou, sorriu, me deu um beijo e foi embora
Não vi mais a gata mais tenho minha gaita pra me consolar
Andei só pela noite
Cantei um reggae pros cachorros na rua
Andei só pela noite
Cantei um verso daquele velho samba pra lua
Andei só pela noite
Um pouco das idéias novas e os lugares onde viajei
Se ela botar fé na minha história que é de rocha e vem do coração
Vou estender o pano mais bonito feito na ilha de Madagascar
Um Bob, um Djavan, um Jimmy na viola, humildade de quem sabe onde quer chegar
Reparei a flor no seu vestido só guerreiro de aura boa pode merecer
E ela parou, olhou, sorriu, me deu um beijo e foi embora
Não vi mais a gata mais tenho minha gaita pra me consolar
Andei só pela noite
Cantei um reggae pros cachorros na rua
Andei só pela noite
Cantei um verso daquele velho samba pra lua
Andei só pela noite
Natiruts - Andei só
5
procuro-te no meio dos papéis escritos
atirados para o fundo do armário de vidrinhos
comias uvas no meio da página
a seguir era como se fosse noite
havia olhares que se cruzavam corpos
deambulações pela praia
era noite e alguém se aproximava
eu estava sentado passeando os dedos
pelas nódoas frescas do vinho sobre a mesa o caderno
onde de quando em quando rabiscava um rosto
e listas de nomes que não queria esquecer
paguei o vinho o pão e o queijo
levantei-me
tu cortaste-me a fuga vagarosamente preparada
pediste-me um cigarro
na outra página estávamos rindo
estendidos no pobre embarcadouro de madeira
planeávamos atravessar a noite mágica do rio
a página seguinte está em branco
mas lembro-me que te agarrei as mãos e disse:
todos os cigarros do mundo são para ti
Al Berto
procuro-te no meio dos papéis escritos
atirados para o fundo do armário de vidrinhos
comias uvas no meio da página
a seguir era como se fosse noite
havia olhares que se cruzavam corpos
deambulações pela praia
era noite e alguém se aproximava
eu estava sentado passeando os dedos
pelas nódoas frescas do vinho sobre a mesa o caderno
onde de quando em quando rabiscava um rosto
e listas de nomes que não queria esquecer
paguei o vinho o pão e o queijo
levantei-me
tu cortaste-me a fuga vagarosamente preparada
pediste-me um cigarro
na outra página estávamos rindo
estendidos no pobre embarcadouro de madeira
planeávamos atravessar a noite mágica do rio
a página seguinte está em branco
mas lembro-me que te agarrei as mãos e disse:
todos os cigarros do mundo são para ti
Al Berto
"AMAMOS
Assim que começamos a ouvir falar estrangeiro em doses massivas no Bairro Alto, é certo que é Verão em Lisboa. E de repente o nosso bairrinho é catapultado para o mapa internacional das noites de Verão. Lisboa fica mais cosmopolita."
Assim que começamos a ouvir falar estrangeiro em doses massivas no Bairro Alto, é certo que é Verão em Lisboa. E de repente o nosso bairrinho é catapultado para o mapa internacional das noites de Verão. Lisboa fica mais cosmopolita."
timeoutlisboa
As our international students say: "How is it called? "bairo auto?"2 de agosto de 2008
A LUZ E A OBSCURIDADE
Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e , tanto na arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado. Para Franz, a palavra luz não evoca a imagem de uma paisagem suavemente iluminada pelo sol, mas a fonte da luz enquanto tal: uma Lâmpada, um projector. Vêem-lhe á cabeça as metáforas habituais: o sol da verdade, o brilho da razão, etc. É atraído pela luz como também o é pela obscuridade.
Nos dias que correm, quem apaga a luz para fazer amor arrisca-se a cair no ridículo; como ele tem consciência disso, deixa sempre uma luzinha acesa por cima da cama. No entanto, no momento em que penetra em Sabina, fecha os olhos. A volúpia que o invade exige a obscuridade. Uma obscuridade pura, absoluta, sem imagens nem visões, uma obscuridade sem fim, sem fronteiras, uma obscuridade que é o infinito que cada um de nós tem em si (sim, porque quem busca o infinito só tem que fechar os olhos!).
No momento em que sente a volúpia espalhar-se-lhe pelo corpo, Franz dissolve-se no infinito da sua obscuridade, ele próprio se transforma em infinito. Mas quanto mais um homem cresce na sua obscuridade interior, mais diminuído fica na sua aparência física. Um homem de olhos fechados não é senão um rebotalho de si próprio. Como não quer assistir a isso, Sabina também fecha os olhos.
Para ela, a obscuridade não é o infinito. Fecha os olhos porque quer separar-se do que está a ver, porque quer negá-lo. Recusa-se a ver.
Para Sabina, viver significa ver. A visão encontra-se limitada por duas fronteiras: uma luz de tal modo intensa que nos cega e uma obscuridade total. Talvez seja daí que lhe vem a repugnância por todos os extremismos. Os extremos marcam a fronteira para lá da qual não há vida, e , tanto na arte como em política, a paixão do extremismo é um desejo de morte disfarçado. Para Franz, a palavra luz não evoca a imagem de uma paisagem suavemente iluminada pelo sol, mas a fonte da luz enquanto tal: uma Lâmpada, um projector. Vêem-lhe á cabeça as metáforas habituais: o sol da verdade, o brilho da razão, etc. É atraído pela luz como também o é pela obscuridade.
Nos dias que correm, quem apaga a luz para fazer amor arrisca-se a cair no ridículo; como ele tem consciência disso, deixa sempre uma luzinha acesa por cima da cama. No entanto, no momento em que penetra em Sabina, fecha os olhos. A volúpia que o invade exige a obscuridade. Uma obscuridade pura, absoluta, sem imagens nem visões, uma obscuridade sem fim, sem fronteiras, uma obscuridade que é o infinito que cada um de nós tem em si (sim, porque quem busca o infinito só tem que fechar os olhos!).
No momento em que sente a volúpia espalhar-se-lhe pelo corpo, Franz dissolve-se no infinito da sua obscuridade, ele próprio se transforma em infinito. Mas quanto mais um homem cresce na sua obscuridade interior, mais diminuído fica na sua aparência física. Um homem de olhos fechados não é senão um rebotalho de si próprio. Como não quer assistir a isso, Sabina também fecha os olhos.
Para ela, a obscuridade não é o infinito. Fecha os olhos porque quer separar-se do que está a ver, porque quer negá-lo. Recusa-se a ver.
A insustentável leveza do ser, Milan Kundera
Songs heard in Fifth Avenue dressing rooms over the weekend
“Cyclone” by Baby Bash feat. T-Pain,
Contemporary Sportswear department of Saks Fifth Avenue (611 Fifth Ave at 49th St), Saturday at 1:05pm
“Aspettami” by Pink Martini,
Designer Collections department of Bergdorf Goodman Men’s (754 Fifth Ave between 57th and 58th Sts), Saturday at 3:15pm
Behind the Decks, Volume IV by Bad Boy Bill,
Just Cavalli(665 Fifth Ave between 52nd and 53rd Sts), Sunday at 1:20pm
“I’m Alive” by Celine Dion,
Abercrombie & Fitch (750 Fifth Ave between 57th and 58th Sts), Sunday at 1:26pm
“Nothing Like Jazz” by Andy Holder,
La Vedette (43 Fifth Ave, between Bergen and Dean Sts, Park Slope, Brooklyn), Sunday at 5:07pm
“Cyclone” by Baby Bash feat. T-Pain,
Contemporary Sportswear department of Saks Fifth Avenue (611 Fifth Ave at 49th St), Saturday at 1:05pm
“Aspettami” by Pink Martini,
Designer Collections department of Bergdorf Goodman Men’s (754 Fifth Ave between 57th and 58th Sts), Saturday at 3:15pm
Behind the Decks, Volume IV by Bad Boy Bill,
Just Cavalli(665 Fifth Ave between 52nd and 53rd Sts), Sunday at 1:20pm
“I’m Alive” by Celine Dion,
Abercrombie & Fitch (750 Fifth Ave between 57th and 58th Sts), Sunday at 1:26pm
“Nothing Like Jazz” by Andy Holder,
La Vedette (43 Fifth Ave, between Bergen and Dean Sts, Park Slope, Brooklyn), Sunday at 5:07pm

We're already getting questions about artist Marilyn Minter's exclusive cover for Time Out New York, mainly: What's coming out of that mouth? Pearls? Caviar? Cocaine? "I used bakers candy—it's edible," says the Whitney Biennial star. The image fit the issue's theme perfectly—the package is about how New York artists define success. "The voraciousness of the mouth eating the candy is a metaphor for people craving success," she says. "And yes, the tongue really that long. It's Louisa from Ford Models. No Photoshop in that picture!"
1 de agosto de 2008
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