20 de maio de 2008

I sit here in my heartache
Waiting on some beautiful boy to
To save me from my old ways

And sometimes I close my eyes
And see the place where I used to live
When I was young


The killers - when you were young.

"Daqui, de onde faz frio e nenhuma forma de vida vinga senão para ser ceifada, encontrei-me. Daqui, onde me perdi finalmente de um modo absoluto, apenas existo eu. Um deserto polar e glaciar, um deserto abrasador e seco. Durou tanto tempo a demanda que todos os outros que me cercavam acabaram por morrer. Como nos documentários que explicam a teoria da relatividade. Ao fim de cinco minutos volto ofegante ao lugar que julgara deixar. Entretanto tudo mudou. Ninguém a acolher-me à chegada. Onde estás tu agora? Partir e partir e partir, sem nunca chegar, sem nunca chegar ao porto seguro. Só chega quem parte. Nunca parti deveras; somente para fugir. Quem foge não parte, jamais se consegue desprender do lugar onde esteve, nunca se despede.
Faz frio aqui. Procurei-te tantas vezes em todo o prazer que senti com tantas mulheres. De cada vez que irrompia pelos corpos adentro, procurei-te com o meu sexo, ao que reduzi tantas vezes a minha existência e todo o meu corpo, para nem sequer te entrever. De cada vez que me vinha não te encontrava na ternura do teu abraço, era um cadáver que me dera prazer. Vir-me sem ti, partir sem remédio.
Mas o humano amor é o que é. Ilusão das ilusões.
Nem foi a ti que amei. Eu não era eu. Tu não eras tu. Eras criatura psicótica, o enlevo sublime da minha morte, que te encontrava na beleza que eu próprio projectava. Era este vício de que jamais haveria de me desprender: nunca, nada, ninguém.
E toda a minha vida é fuga de ti. Toda a vida renegação de ti. E assim, de instante a instante, a mais violenta afirmação da tua presença. A tua falta tornou-se a aparência que enlouquece, o não no sim. Nunca, mas nunca, estiveste tão próxima agora que te renuncio, te renego. E como o copo para o alcoólico e a linha branca para o cocainómano, o teu corpo é para o meu corpo e a tua vida para a minha alma. Nnunca o mundo renegado foi tão apetecido. Tu nunca foste minha, mesmo adormecida ao meu colo, escapavas pelas portas cegas do sonho desejado.
O meu inferno é tão-só a vã tentativa de me desprender de ti. De cada vez que te escapo e fujo, sempre que descarrego sobre ti a minha ira e te faço mal vezes sem conta, todas as vezes que tenho a ocasião de te desprezar e faço pouco de ti, é de mim que fujo é em mim que sofro a ira, o mal, o desprezo. Daqui, de um lugar tão só, afirmo-te como nunca, ofereço-te o poder total sobre a minha alma.
Só vieste para te vingares de todas as outras e desvelares a impossibilidade desta minha vida. Vieste, corpo vivo, mais vivo do que a própria vida, para esvaziares o futuro e com ele o passado e o presente deixando-me sem tempo algum, em lugar nenhum. Quando, por momentos, enfraquecia o poder do teu encanto e do teu fascínio já te via abandonada a seres possuída por corpos através dos quais me procuravas, contigo a meu lado, no abismo desta vida.
(...) A minha destruição. Só quando morrer, morrerás comigo.
Só quando me livrar de mim, me livrarei de ti.
Amor de mulher."




Pedro Paixão, Ladrão de Fogo


portokyoto, PP

19 de maio de 2008

























SUPERKIDS
Lavras Novas, Minas Gerais, Brasil

18 de maio de 2008

Se o vires, diz-lhe que o tempo dele não passou; que me sento na cama, distraída, a dobar demoras e, sem querer, talvez embarace as linhas entre nós. Mas que, mesmo perdendo o fio da meada por causa dos outros laços que não desfaço, sei que o amor dá sempre o novelo melhor da sua mão. Se o encontrares, diz-lhe que o tempo dele não passou; que só me atraso outra vez, e ele sabe que me atraso sempre, mas não de mais; e que os invernos que ele não gosta de contar, mas assim mesmo conta que nos separam, escondem a minha nuca na gola do casaco, mas só para guardar os beijos que me deu. Se o vires, diz-lhe que o tempo dele não passa, fica sempre.


- Maria do Rosário Pedreira -

Plenitude, é numa gota de chuva
sentir todo um mundo a invadir-me.
Blindness

17 de maio de 2008

"Às vezes as nossas semelhanças também me assustam, o simples facto de perceber exactamente o que a outra pessoa quer dizer e sente as vezes é assustador, e perceber que a outra pessoa também atinge aquilo que as outras não atingem é bom, é diferente, mas é meio desarmante, e não gosto disso. De me sentir à mercê."
Podes tirar gozo na mesma sem cultivar nenhum legume.
Someday my pain, someday my pain

Will mark you

Harness your blame, harness your blame

And walk through



With the wild wolves around you

In the morning, I'll call you

Send it farther on



Solace my game, solace my game

It stars you

Swing wide your crane, swing wide your crane

And run me through



And the story's all over you

In the morning i'll call you

Can't you find a clue when your eyes are all painted Sinatra blue



What might have been lost -

Don't bother me
Today you were far away
and I didn't ask you why
What could I say
I was far away
You just walked away
and I just watched you
What could I say

How close am I to losing you



16 de maio de 2008

"Falar bem baixo ao teu ouvido sem te acordar, dizer-te que és tudo e que nunca te vou deixar ...Fazer as juras de sangue, saliva ó suor, contar-te a minha vida e entregar-te o meu amor..."

15 de maio de 2008

Death place: FML

Time: anytime soon

Reason: workaholic syndrome

14 de maio de 2008

Perpetuem-se as palavras. Words fade, but letters don't.

"Rachel Rachel, douda douda...Queres-me fazer chorar?bah..Tens toda a razão, tudo se passou como dizes, sabe tão bem recordar tudo isso. Mas, apesar de tudo, também não fico triste. Talvez porque guardo a profunda esperança que irei passar isso de novo contigo, talvez ilusão minha, talvez apenas a vontade que tenho que tudo se volte a repetir...
Quero de novo acordar furiosa no meu quarto e ouvir as tuas gargalhadas felizes, quero arrastar-me para a casa-de-banho e nem conseguir falar (mau humor matinal) e tu sorrires e respeitares. Tornavas os meus momentos maus em momentos bons. Foste, sem dúvida nenhuma, a estabilidade emocional que precisei.
Fazias-me rir com essa tua energia que te caracteriza, és óptima. Aliás, és e sempre serás a minha menina! (sempre serás a minha douda vaidosa, bem cheirosa, taradona...e tanta coisa boa que és). Quero viver contigo, quero os nossos serões de volta.


Rachelzinha, amour, princepeza, douda, minha menina (tts nomes q te inventei) adoro-te e nunca vou esquecer tudo o que passamos e, és a minha melhor amiga.


Agora, para quebrar a cena romântica--> beijokax fofax windah


bisou amour "
"Hands on approach - Change"

When I said that i'll be with you
It was not enough… but always true

A verdadeira música da tenda armada. Super "roço/fuckalish" kind of sound.
" ..é só tu e eu...dançando coladinho..."