Não podemos controlar aquilo que sentimos mas podemos ganhar consciência da forma como agimos. Mais do que o que existe em nós, importa o que sai de nós .
20 de abril de 2008
18 de abril de 2008
16 de abril de 2008
Rach, be BRAVE.
Existem mil e uma formas de coragem, desde a mais espectacular à mais discreta. Há a coragem do momento e a coragem de uma vida inteira, a coragem de ousar e a coragem de renunciar, a coragem de falar e a de calar e por aí adiante. Seja como for ou tenha a forma que tiver, a coragem é sempre a força de alma que se revela (e nos revela) na adversidade.
Ideias Xis
15 de abril de 2008
Eu não consigo esquecer
aquela noite quando eu te vi
pela primeira vez eu não acreditei
até pensei que você fosse um sonho
você ali no meio da praia
teu olhar fazia flutuar a
minha imaginação, eu te queria
tanto naquele instante
e você veio meio sem graça
querendo saber se tinha
alguém dentro do meu coração
se quer saber meu coração é teu
e um sorriso tomou conta
do teu rosto, e o meu corpo
só queria o teu corpo
ali na areia você e eu
você me faz tão bem meu amor
não é a toa que eu te quero tanto
não é a toa que te quero tanto
não é a toa que te quero tanto
Pablo Dominguez - Tão bem
aquela noite quando eu te vi
pela primeira vez eu não acreditei
até pensei que você fosse um sonho
você ali no meio da praia
teu olhar fazia flutuar a
minha imaginação, eu te queria
tanto naquele instante
e você veio meio sem graça
querendo saber se tinha
alguém dentro do meu coração
se quer saber meu coração é teu
e um sorriso tomou conta
do teu rosto, e o meu corpo
só queria o teu corpo
ali na areia você e eu
você me faz tão bem meu amor
não é a toa que eu te quero tanto
não é a toa que te quero tanto
não é a toa que te quero tanto
Pablo Dominguez - Tão bem
14 de abril de 2008
13 de abril de 2008
O que não quero, sei eu bem.
"A condição essencial para avançar na vida é saber exactamente o que queremos e o que escolhemos. Podemos fazê-lo pela positiva ou, em caso de dúvida e porque nem sempre tudo é muito evidente, recusando certos caminhos. Por outras palavras, quando não sabemos exactamente o que queremos, devemos tentar perceber com a mesma exactidão aquilo que não queremos. Tudo o que não nos serve, portanto. "
Os Indiferentes
Aparentemente, a cena é banal: meio da tarde de um dia de sol de Outono, uma estação de comboios no centro da cidade, pessoas que caminham desencontradas enquanto esperam pelo comboio.
A linha vai paralela à estrada, entre a cidade e o rio. As estações e apeadeiros estão protegidos por cercas de arame e é preciso subir e descer escadas para apanhar o comboio. Cada estação tem duas plataformas altas e, no meio, existe o fosso onde assentam os carris e corre o comboio.
Numa das plataformas, um homem novo destaca-se dos outros porque avança extraordinariamente devagar e tem um andar periclitante. É cego, arrasta os pés como se esperasse a todo o momento encontrar os degraus de uma escada e faz movimentos ansiosos com o braço direito, explorando o espaço à sua volta. Agita a bengala sem parar, num movimento cadenciado ora para a esquerda, ora para a direita, e é impossível não reparar nele.
Estou dentro do carro, presa numa fila de trânsito, na estrada que corre ao longo da linha de comboio, e assisto ao descompasso que existe entre o cego e todos os outros que chegam e partem sem olhar para ele. Ou melhor, sem o ver.
Homens e mulheres, rapazes e raparigas, cruzam-se no caminho do cego e afastam-se instintivamente para que a bengala não lhes toque. Indiferentes à necessidade imperiosa que o cego tem de encontrar chão debaixo dos pés e à vertigem que é, para ele, o pequeno abismo que separa as duas plataformas, passam sem se deterem. Não lhes ocorre sequer pensar que, naquele lugar, ele precisa especialmente de ajuda para se orientar e não cair no fosso dos carris.
Para quem não é cego, ver o chão que se pisa e caminhar com segurança entre os buracos e obstáculos é tão natural como respirar e daí, certamente, muita distracção dos que passam pelo cego. Em todo o caso, aquele homem vai notoriamente aflito com a falta de referências, com o espaço onde se sente inseguro e, ainda, com a ameaça dos degraus e do abismo entre as plataformas. Os seus gestos são inquietantes e os seus passos hesitantes, mas, mesmo assim, os outros não reparam. Há um rapaz que vem no sentido contrário, de frente para ele, mas que também se afasta no preciso momento em que se cruza com o cego. Deixa-o passar, encosta-se a um poste e segue-o com um olhar abstracto. Mais um que olha sem ver, portanto.
Vista do carro, a cena dói, porque o cego continua penosamente a tentar encontrar caminho sem que ninguém pare para o ajudar. Percebe-se que não é maldade, mas indiferença pura. Ninguém quer saber, ninguém está para se ralar, ninguém está ali para ajudar ninguém e, no fundo, todos se sentem desculpados porque afinal o homem é cego e não vê os que, podendo ajudar, não ajudam.
É muito mais fácil não ajudar um cego do que um coxo porque este olha para nós e percebe a nossa indiferença, enquanto o outro não. Acontece que a indiferença mata e, de uma maneira ou de outra, todos sabemos isso. Sabemos porque sentimos, aliás.
E se a indiferença dos outros nos mata, porque será que nós próprios persistimos tantas vezes nesta atitude?
Laurinda Alves
A linha vai paralela à estrada, entre a cidade e o rio. As estações e apeadeiros estão protegidos por cercas de arame e é preciso subir e descer escadas para apanhar o comboio. Cada estação tem duas plataformas altas e, no meio, existe o fosso onde assentam os carris e corre o comboio.
Numa das plataformas, um homem novo destaca-se dos outros porque avança extraordinariamente devagar e tem um andar periclitante. É cego, arrasta os pés como se esperasse a todo o momento encontrar os degraus de uma escada e faz movimentos ansiosos com o braço direito, explorando o espaço à sua volta. Agita a bengala sem parar, num movimento cadenciado ora para a esquerda, ora para a direita, e é impossível não reparar nele.
Estou dentro do carro, presa numa fila de trânsito, na estrada que corre ao longo da linha de comboio, e assisto ao descompasso que existe entre o cego e todos os outros que chegam e partem sem olhar para ele. Ou melhor, sem o ver.
Homens e mulheres, rapazes e raparigas, cruzam-se no caminho do cego e afastam-se instintivamente para que a bengala não lhes toque. Indiferentes à necessidade imperiosa que o cego tem de encontrar chão debaixo dos pés e à vertigem que é, para ele, o pequeno abismo que separa as duas plataformas, passam sem se deterem. Não lhes ocorre sequer pensar que, naquele lugar, ele precisa especialmente de ajuda para se orientar e não cair no fosso dos carris.
Para quem não é cego, ver o chão que se pisa e caminhar com segurança entre os buracos e obstáculos é tão natural como respirar e daí, certamente, muita distracção dos que passam pelo cego. Em todo o caso, aquele homem vai notoriamente aflito com a falta de referências, com o espaço onde se sente inseguro e, ainda, com a ameaça dos degraus e do abismo entre as plataformas. Os seus gestos são inquietantes e os seus passos hesitantes, mas, mesmo assim, os outros não reparam. Há um rapaz que vem no sentido contrário, de frente para ele, mas que também se afasta no preciso momento em que se cruza com o cego. Deixa-o passar, encosta-se a um poste e segue-o com um olhar abstracto. Mais um que olha sem ver, portanto.
Vista do carro, a cena dói, porque o cego continua penosamente a tentar encontrar caminho sem que ninguém pare para o ajudar. Percebe-se que não é maldade, mas indiferença pura. Ninguém quer saber, ninguém está para se ralar, ninguém está ali para ajudar ninguém e, no fundo, todos se sentem desculpados porque afinal o homem é cego e não vê os que, podendo ajudar, não ajudam.
É muito mais fácil não ajudar um cego do que um coxo porque este olha para nós e percebe a nossa indiferença, enquanto o outro não. Acontece que a indiferença mata e, de uma maneira ou de outra, todos sabemos isso. Sabemos porque sentimos, aliás.
E se a indiferença dos outros nos mata, porque será que nós próprios persistimos tantas vezes nesta atitude?
Laurinda Alves
You dug your own grave.
Yes you wanted to harm me but that won't work anymore
Uh, no more, oh no, it's over
'Cause if it wasn't for all of your torture
I wouldn't know how to be this way now, and never back down
So I wanna say thank you
'Cause it makes me that much stronger
Makes me work a little bit harder
Makes me that much wiser
So thanks for making me a fighter
Uh, no more, oh no, it's over
'Cause if it wasn't for all of your torture
I wouldn't know how to be this way now, and never back down
So I wanna say thank you
'Cause it makes me that much stronger
Makes me work a little bit harder
Makes me that much wiser
So thanks for making me a fighter
A arte de ser vegi.
Tofu é a cena mais merdosa à face da terra. OMG! Disgusting shit!
Prefiro comer mil vacas.
Prefiro comer mil vacas.
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