Histórias Verdadeiras, 94
11 de fevereiro de 2008
eu
"Sou extremista em individualismo, em determinação, em teimosia e em solidão. Em egoísmo, em ambição, em amor-próprio. Desafio-me com facilidade para lutas cegas, exijo sempre metas distantes, invejo todo o saber, autorizo-me a qualquer tipo de iniciação. Tudo me urge. (…)
Se eu própria me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes."
Se eu própria me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes."
“Alexandra Maria” in A Noiva Judia
Éramos novos, não tínhamos medo. Sim, tudo nos foi permitido.
O medo chegou mais tarde, chegou agora, não pára de chegar. Não, não foi quando nos perdemos porque, repito, nós queríamo-nos perder. Foi só quando deixamos de nos ver que tivemos medo. Porque eu queria, mesmo muito ao longe, que tu me seguisses com os olhos. Foi quando tu me mostraste uma coisa e eu te mostrei outra coisa e nenhum de nós conseguiu ver o que quer que fosse e cada um começou a raspar os olhos ao outro foi então, bruscamente, que deixamos de rir. Deixamos de saber o que fazíamos. Deixamos de acreditar que estávamos aqui neste presente que há.
O medo chegou mais tarde, chegou agora, não pára de chegar. Não, não foi quando nos perdemos porque, repito, nós queríamo-nos perder. Foi só quando deixamos de nos ver que tivemos medo. Porque eu queria, mesmo muito ao longe, que tu me seguisses com os olhos. Foi quando tu me mostraste uma coisa e eu te mostrei outra coisa e nenhum de nós conseguiu ver o que quer que fosse e cada um começou a raspar os olhos ao outro foi então, bruscamente, que deixamos de rir. Deixamos de saber o que fazíamos. Deixamos de acreditar que estávamos aqui neste presente que há.
Agora vamos ter de esperar que tudo se refaça, livrarmo-nos de nós. É que já não há outro caminho. Agora, prometo-te, vou fazer tudo para voltar ao principio. E peço-te perdão: eu quero que tu voltes a sentir com os olhos isto tudo. Quero que voltes a lembrar-te do que vês, disto tudo. Sim, mesmo do começo é sempre mais belo.
Sabes agora o que és? Ainda não? Ainda bem que não julgas saber. Eu tenho os olhos feridos; tu nem olhos tens. Tens só o sítio onde eles se rasgam, um começo .
Sabes agora o que és? Ainda não? Ainda bem que não julgas saber. Eu tenho os olhos feridos; tu nem olhos tens. Tens só o sítio onde eles se rasgam, um começo .
Boa Noite de Pedro Paixao
We are not alone... miss Dahlia Fogirk
Somos pessoas invulgares. Singulares, unilaterais. Independentes.
Estar-mos sozinhos é inevitável. Estamos sozinhos mesmo quando estamos acompanhados. Não estamos acompanhados quando não queremos estar sozinhos.
Procuramos, estamos em busca. Queremos, podemos, conseguimos. Mas falta algo. Algo que nos entristece, algo que apesar de tudo, ao não nos saciar, impele a mais.
Animais, também. Mas demasiada razão controla os factos que não controlamos.
Temos um nicho ecológico que ninguém conhece. Mais do que errantes pelo mundo, somos seres que percorrem o seu caminho, seja ele certo ou errado.
Sabemos que encontramos. Eu sei que encontrei. A cada dia que passa, é mais difícil de refutar. E a cada dia que passa (...) de ser .
De uma maneira ou de outra, estamos cá, para o que der e vier. Just... smile at me.
Estar-mos sozinhos é inevitável. Estamos sozinhos mesmo quando estamos acompanhados. Não estamos acompanhados quando não queremos estar sozinhos.
Procuramos, estamos em busca. Queremos, podemos, conseguimos. Mas falta algo. Algo que nos entristece, algo que apesar de tudo, ao não nos saciar, impele a mais.
Animais, também. Mas demasiada razão controla os factos que não controlamos.
Temos um nicho ecológico que ninguém conhece. Mais do que errantes pelo mundo, somos seres que percorrem o seu caminho, seja ele certo ou errado.
Sabemos que encontramos. Eu sei que encontrei. A cada dia que passa, é mais difícil de refutar. E a cada dia que passa (...) de ser .
De uma maneira ou de outra, estamos cá, para o que der e vier. Just... smile at me.
10 de fevereiro de 2008
(...)"Não vale a pena pensares nisso. Nem no fim nem no princípio. Não vale a pena sequer pensar no princípio nem no fim. Não existem sequer. O amor não tem tempo, vive sem nós. Nós é que vivemos no amor durante um tempo, num movimento do amor. Mas o amor, esse vai continuar, não tem maneira de acabar."
"E do que eu gosto mais em ti é dos teus defeitos, dos teus pecados, da tua mentira que odeias. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso dar atenção ao de que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti. (...) os teus feitos são mortais, mas os pecados, esses são só teus. E meus, se tu quiseres.
E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo."
E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo."
Pedro Paixão in muito,meu amor
Love
"Precisa só do que acontece. Do que acontece depois. Ainda que não aconteça, do que acontece depois. O amor, só para não se ouvir, é desordeiro. Torna-se ensurdecedor."
O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
in Clarice Lispector
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
in Clarice Lispector
Dearest Senhor:
Há pessoas que nos tocam, e que apesar de não estarem connosco em carne e osso, estão connosco diariamente, e nos surpreendem sempre, por serem como são, e por continuarem a tocar na nossa vida com um dom inabalável.
Pessoa que quando conhecemos, sabemos que vão estar lá para sempre, e que esperamos poder estar sempre com elas também, porque apesar de nos esquecermos dos aniversários, vamos sempre lembrar tantas noites vividas ao som dos sons mais eruditos ("Olhaí, o cowboy veado"), noites de Flower Power, ou noites em que mais nada se fazia a não ser discutir o Senhor e a Senhora, na mais alta das suas proveniências ao sabor de whisky.
Não me esqueço de ti E*. És um amigo e uma pessoa excelente e singular, adoro-te por isso.
Parece que não tenho janelas
Não entra ar aqui
Não entra ar aqui
Tira a mão quente dos olhos
Tira o frio da frente
Já tenho tão pouca gente para me encontrar
Desata-me os olhos, desata-me a cara
Desata o teu corpo dentro do meu
Tira-me a voz que puseste no tempo
Que não está a querer desistir
De pisar os membros no chão
De arrancar os braços no tecto
Tira-me de mim, vá tira-me de mim
Transforma o fraco em coisa forte porque tudo se renova...!
Não entra ar aqui
Não entra ar aqui
Tira a mão quente dos olhos
Tira o frio da frente
Já tenho tão pouca gente para me encontrar
Desata-me os olhos, desata-me a cara
Desata o teu corpo dentro do meu
Tira-me a voz que puseste no tempo
Que não está a querer desistir
De pisar os membros no chão
De arrancar os braços no tecto
Tira-me de mim, vá tira-me de mim
Transforma o fraco em coisa forte porque tudo se renova...!
Toranja
Subscrever:
Mensagens (Atom)
