" Quando duas pessoas procuram uma na outra coisas diferentes mas ainda assim se deixam caminhar pelo tempo, em regra, termina no que comummente chamamos de Merda.
A Estupidez é uma Merda. A Estupidez acontece quando um dos intervenientes acredita conseguir mudar o outro. Mudá-lo para aquilo que gostava que o outro fosse. Então, passa a gostar de uma personagem que não existe, não para além da ficção e, nunca, da personagem real. "
9 de janeiro de 2008
Cancer
"Não somos nada nesta merda de vida" - diz-me a minha mãe
Sou forçada a discordar. O desaparecimento de pessoas que nos são próximas desperta em nós um sentimento de revolta e angústia fáceis de entender por todos, mas isto não acontece só quando as pessoas morrem. É-me mais fácil ter a ideia de que quando se morre está tudo finalizado, que fizemos o que pudemos enquanto a pessoa era viva, e que isso, aqui ou onde quer que seja, há de contar.
Há cancros piores, que são os que desenvolvemos em nós diariamente, ao não conseguirmos ultrapassar coisas que nos magoam, e que saem do nosso alcance.
Mata-me todos os dias ter as pessoas de quem mais gosto longe, não lhes poder pedir um abraço, ou abraçá-las quando quero. A minha amizade, sem eu querer, torna-se numa part-time friend-kinf.of-ship, sem que eu faça por isso, sem que os outros contornem isso.
Nestas alturas, em que alguém relativamente próximo morre, paramos para pensar, e caí-nos a ficha: "e se fosse eu a desaparecer, faria falta?", queremos acreditar que sim, com todas as forças, queremos acreditar que somos diferentes, que fizemos a diferença, que somos peculiares e perfeitamente imperfeitos, que esta, aquela ou a outra pessoa se recorda , ainda que com pouco pormenor, de particularidades nossas, e que um dia dirá "naquele momento, ela esteve ali para mim, e hei de sempre recordar isso". Queremos muito, temos fé de que seremos reconhecidos e relembrados, pelo menos até nos assolar a ideia de que as pessoas vivem perfeitamente bem sem nós, e que ao fim do dia, se analisarmos bem a coisa, não haverá sitio nenhum onde façamos realmente falta.
Somos eternos solitários, pouco cientes da nossa condição. "Longe da vista, longe do coração". O que acontece connosco é que somos uma espécie com tremenda capacidade de adaptação, só assim se explica que após situações mais difíceis, consigamos sobreviver.
O coração deve ter paredes extremamente fortes, sobre as quais cada sentimento menos bom actua como agente erosivo, desgastando-o até onde ele conseguir suportar. A personalidade e conduta modificam-se. A alma, regenera-se. E quando damos por nós, o milagre da vida aconteceu: sobrevivemos. O que não nos mata, torna-nos realmente mais fortes, (e persupuesto mais cientes da nossa condição).
Sou forçada a discordar. O desaparecimento de pessoas que nos são próximas desperta em nós um sentimento de revolta e angústia fáceis de entender por todos, mas isto não acontece só quando as pessoas morrem. É-me mais fácil ter a ideia de que quando se morre está tudo finalizado, que fizemos o que pudemos enquanto a pessoa era viva, e que isso, aqui ou onde quer que seja, há de contar.
Há cancros piores, que são os que desenvolvemos em nós diariamente, ao não conseguirmos ultrapassar coisas que nos magoam, e que saem do nosso alcance.
Mata-me todos os dias ter as pessoas de quem mais gosto longe, não lhes poder pedir um abraço, ou abraçá-las quando quero. A minha amizade, sem eu querer, torna-se numa part-time friend-kinf.of-ship, sem que eu faça por isso, sem que os outros contornem isso.
Nestas alturas, em que alguém relativamente próximo morre, paramos para pensar, e caí-nos a ficha: "e se fosse eu a desaparecer, faria falta?", queremos acreditar que sim, com todas as forças, queremos acreditar que somos diferentes, que fizemos a diferença, que somos peculiares e perfeitamente imperfeitos, que esta, aquela ou a outra pessoa se recorda , ainda que com pouco pormenor, de particularidades nossas, e que um dia dirá "naquele momento, ela esteve ali para mim, e hei de sempre recordar isso". Queremos muito, temos fé de que seremos reconhecidos e relembrados, pelo menos até nos assolar a ideia de que as pessoas vivem perfeitamente bem sem nós, e que ao fim do dia, se analisarmos bem a coisa, não haverá sitio nenhum onde façamos realmente falta.
Somos eternos solitários, pouco cientes da nossa condição. "Longe da vista, longe do coração". O que acontece connosco é que somos uma espécie com tremenda capacidade de adaptação, só assim se explica que após situações mais difíceis, consigamos sobreviver.
O coração deve ter paredes extremamente fortes, sobre as quais cada sentimento menos bom actua como agente erosivo, desgastando-o até onde ele conseguir suportar. A personalidade e conduta modificam-se. A alma, regenera-se. E quando damos por nós, o milagre da vida aconteceu: sobrevivemos. O que não nos mata, torna-nos realmente mais fortes, (e persupuesto mais cientes da nossa condição).
8 de janeiro de 2008
This is a man who thinks with his heart,
His heart is not always wise.
This is a man who stumbles and falls,
But this is a man who tries.
This is a man you'll forgive and forgive,
And help protect, as long as you live...
He will not always say
What you would have him say,
But now and then he'll do
Something
Wonderful.
He has a thousand dreams
That won't come true,
You know that he believes in them
And that's enough for you.
You'll always go along,
Defend him where he's wrong
And tell him, when he's strong
He is
Wonderful
He'll always
Needs your love
And so he'll get your love.
A man who needs your love
Can be
Wonderful.
She'll always go along
Defend him when he's wrong
And tell him when he's strong
He is wonderful.
He'll always need her love
And so he'll get her love
A man who needs your love
Can be wonderful.
His heart is not always wise.
This is a man who stumbles and falls,
But this is a man who tries.
This is a man you'll forgive and forgive,
And help protect, as long as you live...
He will not always say
What you would have him say,
But now and then he'll do
Something
Wonderful.
He has a thousand dreams
That won't come true,
You know that he believes in them
And that's enough for you.
You'll always go along,
Defend him where he's wrong
And tell him, when he's strong
He is
Wonderful
He'll always
Needs your love
And so he'll get your love.
A man who needs your love
Can be
Wonderful.
She'll always go along
Defend him when he's wrong
And tell him when he's strong
He is wonderful.
He'll always need her love
And so he'll get her love
A man who needs your love
Can be wonderful.
What he have, is...
..."Something wonderful" by Amel Larrieux
7 de janeiro de 2008
Sempre que estou com ele apetece-me agarrá-lo num qualquer impulso frenético, lascivo e animalesco que toma conta de mim. Amar e Odiar ao mesmo tempo. Encostá-lo a uma parede e parar de vez com o silêncio; ou no meio do nosso típico silêncio cúmplice, estragar tudo. Uma vez, e outra, e outra. Apeteces-me. Sem metáforas, sem cenários, sem karmas.
Desafios
A dada altura, deixamos de colocar expectativas nos outros e passamos a colocá-las unicamente em nós. O meu desafio hoje é ultrapassar-me a mim, e não provar aos outros que sou melhor que aquilo que sou.
Ridiculo é ter sempre de me apoiar em rivalidades estúpidas e descabidas com outrém, quando as posso ter comigo, de uma forma muito menos saudável, mas certamente de uma forma muito mais competitiva e ambiciosa.
A partir do momento em que tenho noção do meu real valor, pouco me interessa se os outros sabem muito, pouco ou mais ou menos disso.
Ainda tenho muito para dar, não creio que seja à humanidade, ou a outrém, mas de mim, para mim. E isso há de me revigorar e dar-me força e vontade de seguir em frente, cada vez mais longe, cada vez mais além.
É a eterna teoria: MY LIFE IS A MESS, BUT MY HAIR IS PERFECT!
O tempo não é recuperável. A vida não é adiável. Tudo o que não for agora, não será nunca. Amanhã só serve para diálogo de filmes série B. Depois só se escreve em argumentos de tv.
Qualquer momento ignorado, qualquer momento deixado para trás, qualquer momento que não for vivido, nunca será momento a não ser em palavras. E tudo o que nunca foi não conta no somatório do ser.
Desligo tudo, para não ouvir nada, para não sentir nada, para esquecer tudo, e mesmo assim continuo a escutar a voz que canta a maior das inconformações: "I'm so sorry / My tears are falling / (...) My mind tells me that in the end there is nothing new".
" ... I'm so soooooooorrrryyyyyyyyy ... there's nothing new .. there's nothing new."
Todos os dias me tiram tempo. A todas as horas, queria estar a fazer uma outra coisa. Tudo me parece errado, ao contrário, distorcido.
Se alguém andou a escrever a história, escreveu-a muito mal. Não gosto disto. Não gosto de não ter sido eu a escrevê-la.
A minha realidade? Sou eu que a crio, e sim, adoro cenários; se na minha vida a personagem principal sou eu, então é desta que rasgo as páginas, e volto a escrever o manuscrito. Kharma? Só se for manipulado por mim.
woman like a man
I need a piss,
I wanna hate,
Fuck it up, come.
My love,
Eat your meat,
Keep your teeth, run.
You lost me,
You cost me,
You taught me of me in the end.
We're bad,What we do.
Stupid fools.
Woman like a man, that's what i am.
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