(como em nova york mas sem fumo)
com todas as raças de todos os catálogos, todas as línguas que começaram em babel, vendendo de tudo e comprando de tudo -- só não a alma que se não pode por estar colada ao corpo.
na confusão de ser quase nada ou simplesmente "um sonho sonhado por alguém" eu e ele depois de o ter procurado e desistido de o procurar e depois encontrado num corredor, de um hotel, sem começo nem fim.
(e nem correu para mim nem eu para ele, antes esperámos que nos aproximassem os passos)sem saber falar mais a nossa língua,atrapalhada, sem conseguir contar as peripécias da viagem de quem nunca gostou de viajar por ser alheio a toda a forma de curiosidade e quando viajou foi só por paixão.
(houve um tempo em que eu o olhava como se eu ele fosse o único, ele, o único, pobre de si)
eu e ele sem ele e sem mim algures os dois a dizerem-se, desajeitadamente, cada um à sua maneira, adeus.