6 de novembro de 2007

HER(M)ITAGE

"Em homenagem à nossa ministra resolvi ir visitar o Hermitage de Amsterdão que lhe serve de referência. 7 euros depois (mais 2 por um café e 4 (quatro) por uma fatia ranhosa de bolo de maçã) fiquei elucidado (ah! e mais 1 euro para o cacifo obrigatório). A média de idades rondava os 120 anos, descontando a minha e a de duas crianças de olhar esgazeado, arrastadas pelos pais. Resumindo: trata-se de uma colecção de objectos, a maioria "caseiros", digamos assim, feitos no início do século XX. Arte Nova, quase tudo. Do tédio de ver cadeiras artisticamente trabalhadas, à excitação de observar pregadeiras de peito (a quem o nome mais comum faria justiça), foi do dinheiro mais mal dado da minha vida.

Mas percebi a razão de se ir estourar mais de um milhão de euros para ter coisas daquelas cá, ao ler o Destak de hoje (700.000 leitores, dizem eles, quem quiser que acredite. Deparei com uma entrevista a Isabel Pires de Lima. Igual a si própria. E por incrível que pareça, ela quer mesmo atrair a 3a idade. Alguém lhe deve ter dito que isto da velharia é que dava dinheiro. Provavelmente o colega das Finanças. E vá de gastar o erário público e os escassos mecenatos obtidos naquilo.

Já agora propunha-lhe uma exposição internacional de andarilhos. Ou um congresso de Viagra com bailarinas vestidas com bananas à moda de 1920.Da entrevista percebe-se 2 coisas: a senhora está a fazer tudo para agradar ao nosso primeiro-engenheiro, para que este, na sua teimosia a mantenha até ao fim do mandato.

Há um lado bom nisto de promover cultura para a 3a idade: é que eu, quando leio estes dislates, fico com a cabeça cheia de cabelos brancos.A segunda, ela e a sua equipa acreditam que a cultura de um país se faz sem os criadores vivos.
Daqui a apreciar o pastelão do Hermitage é um passinho."

"Porque quando quase choras, resistes. É assim a dor que trazes."

Diogo Alcoforado

Let's CHIC?



Times change, but i still love to dance.

Let's go, Let's dance, Let's chic, com vodka, suspensórios e pessoas ernestas.

OHHHH WORLDDD HOLD ON! Don't take no for an answer..no..no...Love and Unity and everybody says (...) WORLD, HOLD ON!Tell them everything is gona be, allright...World hold on!


" Eiiiiiiii ó R(...)ca ... Chupa-me a piça!! "

Vida Real

Porque hoje aconteceu-me exactamente isto, com a pequena modificação de ser na Hussel e da tipa ter uma voz esganiçada.
Gaja incompetente: "Sim, sim, eu acho que ainda punha um laço vermelho"
Gaja compradora, mais incompetente ainda: "Oh sim, ou então verde"
Gaja incompetente:"Hum....e se for azul.."
(...) "Ohh azuuuul da cor do céu..."
(...) "Só um minutinho, agora tenho de fazer o embrulhinho.." "mais um instante, sim, porque eu também sou gulosa, tenho de endireitar as pontinhas do saquinho."

Minha vaca ordinareca: da próxima, meto-te uma porra duma daquelas linguas ácidas nessa garganta de escaganifobética que nem vais ter tempo de dizer "um cinquentsaaa e cincoo".
E se não te calares em menos de um segundo, vou te dar tantas marradas nessa cabeça de franga austríaca, que até pedes transferência po Campus S.João.
Pêga Pêga Pêga!



Audição

Inédito

Se o vires, diz-lhe que o tempo dele não passou;
que me sento na cama, distraída, a dobar demoras
e, sem querer, talvez embarace as linhas entre nós.
Mas que, mesmo perdendo o fio à meada por
causa dos outros laços que não desfaço, sei que o
amor dá sempre o novelo melhor da sua mão. Se

o encontrares, diz-lhe que o tempo dele não passou;
que só me atraso outra vez, e ele sabe que me atraso
sempre, mas não de mais; e que os invernos que ele
não gosta de contar, mas assim mesmo conta que nos
separam, escondem a minha nuca na gola do casaco,
mas só para guardar os beijos que me deu. Se o vires,

diz-lhe que o tempo dele não passa, fica sempre.



Maria do Rosário Pedreira

Secretismo

3
Amor, paixão, admiração, gozo sexual, palavra clara, és bela, és belo, cumplicidades mil, da pele e da palavra, tudo nos une mas o que nos mantém terrivelmente acesos e despertos e sôfregos no desejo do outro é o segredo, o segredo que buscamos, que nos leva a sentir que é sempre a primeira vez — um segredo que não sabemos qual é, sequer se existe.
O segredo é o peso indefinido da penumbra que nos une, e que todos os dias vamos transformando numa luz que nunca deixará de ser obscura, posta em causa, e mesmo assim nos cega.

Casimiro de Brito
Há uma música mas não a ouço. Debruço-me sobre o som do mar.
Depois sobre o teu sono, como se fosses outro.
in "a minha palavra favorita"

Documentários

«BATTLE OF THE SEXES»

Um documentário em duas partes que nos conta tudo o que sempre se quis saber acerca das diferenças entre os sexos.Desde o momento da concepção à velhice, são exploradas as novas descobertas científicas desafiando o nosso preconceito em relação aos homens e às mulheres...Se pensa que compreende o sexo oposto, desengane-se. E

ste programa apresenta-nos o homem e a mulher como duas espécies bem diferentes. Revela-nos a vasta fila de diferenças psicofisológicas entre os dois sexos, no cérebro, na força muscular e no desejo sexual. Numa viagem relâmpago vamos saber o que acontece desde a concepção até à puberdade para ficarmos a saber que muitas das diferenças entre os sexos já estavam programadas.

Porque será que os homens e as mulheres têm cheiros diferentes? Porque não conseguem as mulheres aguentar tanto a bebida? Será que a toda poderosa testoterona realmente faz dos homens o sexo forte? Estas e muitas outras questões vão ser abordadas neste documentário permitindo-nos descobrir quem realmente ganha a batalha dos sexos.


na RTP 2

5 de novembro de 2007

"Tenho medo que a liberdade se torne um vício"

In Rio das Flores por Miguel Sousa Tavares

I'm allright

When everything you have goes away
You realize that nothing means a thing

Everything you thought was a big deal
Now you see it all and what is real

When all you have just falls apart
And nothing seems to work out right
And you're trying

You're still alright
AMAZING

Teses


Para cada porco, uma porca.


Adaptável a: "para cada badalhoco, uma badalhoca."


Quando Um Homem Tem Uma Mangueira No Quintal

4 de novembro de 2007

Mentir pode ser um exercício de inteligência em que a realidade
é reinventada. Essas alterações transportam consigo outras, numa
reacção em cadeia, até perturbarem toda a paisagem. Não é fácil,
pode ser perigoso. Quando comecei a mentir deixei de poder parar
de mentir, uma mentira erguendo-se sobre outra. Sei que me é
impossível voltar atrás, recomeçar tudo de novo. Mesmo que o quisesse - e não quero, seria demasiado doloroso e inútil - não me
é agora possível destrinçar o que aconteceu do que podia ter
acontecido, o que vi do que quis ver mais do que tudo, o que disse
com o objectivo consciente de seduzir, aumentar o meu poder
defendendo-me do mundo, do que disse com o coração na boca,
a tremer, como se tivesse pouco tempo de vida. A minha vida nada tem a ver com o que escrevo
.


Pedro Paixão in cala a minha boca com a tua
"E do que eu gosto mais em ti é dos teus defeitos, dos teus pecados, da tua mentira que odeias. Para se gostar mesmo, como eu gosto de ti, é preciso dar atenção ao de que não se gosta nada das outras vezes, mesmo nada, isso é que é gostar como eu gosto de ti, é isso, só isso, que me faz gostar de ti. (...) os teus feitos são mortais, mas os pecados, esses são só teus. E meus, se tu quiseres.

E para que serve o amor, diz-me já.
Serve para perder o medo
."

Pedro Paixão in muito,meu amor
Porque tudo acaba, mesmo o amor. Ou pelo menos, torna-se impossível...
"(...) Medíamos forças num combate em que cada um jogava os seus trunfos e pretendia vencer. Sem saber para quê ou porquê. Só para vencer, para sentir o gosto da vitória, pôr o outro a seus pés. Eu quero-te não por isto ou aquilo, não por aquilo ou por isto, mas só por querer, para sentir toda a pura violência da vontade do poder.
Exijo que me reconheças, só isso. Mas, aviso-te, mal me reconheças mostras a tua fraqueza e desprezo-te por isso. Continuarei a procura, sempre a procura, porque o gosto da vitória traz consigo o gosto amargo da derrota. Aqui é assim. Aqui nada se sustém senão em movimento contínuo. Aqui falhamos sempre o outro."

Pedro Paixão

"(...) Eu quase nada sei de ti. É justo enganar-me. Engano-me tão facilmente. Num instante o desejo tomou conta de mim. Desejo nem sei de quê. Talvez de te abraçar e desfazer-me no abraço. Não quero ser mais eu, a ténue sombra que de costas avança. (...)
O melhor será não nos voltarmos a ver. O tempo prega-nos constantes partidas e chegadas. Tu chegaste quando julguei que mais ninguém chegaria. Com o meu pequeno coração no centro do meu corpo líquido fui perdendo qualquer esperança. Uma a uma. Na vida que vai sucendendo aos dias. Na desilusão que tudo vai apagando e assim o merece. Mesmo na vitória há um pouco de fim, porque toda a vitória é efémera e não volta. (...)"


Ladrao de Fogo por Pedro Paixao