Inês Pedrosa in Fazes-me falta
31 de outubro de 2007
"Trago-te no riso enterrado, nas lágrimas que me lançaste, escadas de incêndio para a sabedoria da felicidade, na pele escaldada pelo brilho da noite, depois do mar. Deslizo para esta solidão demasiado humana de não poder voltar a ser sozinho, como era quando tu existias, nesta mesma cidade, e eu já nem sequer pensava em ti."
Inês Pedrosa in Fazes-me Falta
" Eram três da tarde e, em vez de voltar para o escritório como tinha de ser, resolveu ir ao barbeiro. Não precisava de cortar o cabelo. Do que precisava era de parar para pensar. Há dias em que uma pessoa se sente tão confusa que não consegue continuar.
A vida é uma mistura de coisas que se repetem e de coisas que só acontecem uma vez. O que é estranho é poderem ser as mesmas. Um corte de cabelo, pelo contrário, é sempre irreversível. Talvez fosse por isso que uma visita ao barbeiro lhe surgia como um pequeno marco do qual, como de um banco a que se pudesse subir, se pudesse alcançar melhor por onde se passou e para onde se vai, ou então uma esquina donde convém voltar a olhar para trás uma última vez antes de a virar irremediavelmente. Ir ao barbeiro era uma maneira de pôr a cabeça em ordem. "
A vida é uma mistura de coisas que se repetem e de coisas que só acontecem uma vez. O que é estranho é poderem ser as mesmas. Um corte de cabelo, pelo contrário, é sempre irreversível. Talvez fosse por isso que uma visita ao barbeiro lhe surgia como um pequeno marco do qual, como de um banco a que se pudesse subir, se pudesse alcançar melhor por onde se passou e para onde se vai, ou então uma esquina donde convém voltar a olhar para trás uma última vez antes de a virar irremediavelmente. Ir ao barbeiro era uma maneira de pôr a cabeça em ordem. "
Pedro Paixão
28 de outubro de 2007
Baralhos de cartas
a aldeia adormece
os lobos acordam
os lobos escolhem alguem pa matar
os lobos adormecem
o vidente acorda
o vidente escolhe alguem
o vidente adormece
a aldeia acorda e alguem morreu...
os lobos acordam
os lobos escolhem alguem pa matar
os lobos adormecem
o vidente acorda
o vidente escolhe alguem
o vidente adormece
a aldeia acorda e alguem morreu...
25 de outubro de 2007
24 de outubro de 2007
ECS
Não, não é o Batman. E não, não é o Rambo. É o robot CUp.
É isso e andrógenos a dormirem de boca aberta. Realização profissional = Mito urbano? Medito.
É isso e andrógenos a dormirem de boca aberta. Realização profissional = Mito urbano? Medito.
Boa Sr. Professor!
Feniletilamina
"Euforia. Tormento. Noites em claro. Dias parados. Sonha acordada em frente ao computador. Esquece-se da carteira no supermercado. Segue em frente onde deveria virar. Fala sozinha em voz alta enquanto caminha. Planeia o que lhe diria ou o que lhe devia ter dito. O que lhe dirá num próximo encontro. Corre riscos estúpidos. Diz parvoíces. Ri-se demasiado. Fala do que não deve. Revela segredos. Passeia de madrugada. Alguma coisa que ele disse ainda ecoa nos seus ouvidos. Vê o seu sorriso se fechar os olhos. Guarda religiosamente os bilhetes dos filmes a que viram juntos. Que pensaria ele do livro que está a ler? Um perfume desperta um nunca mais acabar de lembranças. Uma canção provoca-lhe soluços. Chora, em média cem lágrimas por dia. E dorme, calcula, umas quatro horas por noite."
in Nós que somos diferentes das outras de Lucía Etxebarría
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