Tudo o que vivi na previous relationship é tudo que eu não quero NUNCA mais.
24 de outubro de 2007
minha herança: uma FLOR
Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho em uma árvore ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim
Vanessa da Mata
Consistência
"É oficial. Há homens que padecem de falta de consistência. Não raras vezes, perante uma situação que requere mais tacto, preferem agir como se nada fosse a reagir como se espera deles. Ou seja, que tenham tomates. Usam as meias verdades com destreza e aplicam golpes de paternalismo com a sageza de um cinturão negro. Tudo é preferível a terem que manchar a sua imagem impoluta e CV imaculado. Jogam com o silêncio como se ele tivesse corpo e escolhem aumentar o volume sempre que outro corpo, o nosso, lhes aparece na retina. Aí, as falas são concretas e a objectividade parece, de repente, o estado natural das coisas.
Enerva-me a falta de consistência. Aceitá-la é permitir que, a um tempo e aos olhos do outro, tenhamos formas e definições pouco claras ou todas cores do Pantone, é concordar que os acordos sejam tácitos e não expressos e, no limite, sermos actores secundários no filme da nossa vida."
Enerva-me a falta de consistência. Aceitá-la é permitir que, a um tempo e aos olhos do outro, tenhamos formas e definições pouco claras ou todas cores do Pantone, é concordar que os acordos sejam tácitos e não expressos e, no limite, sermos actores secundários no filme da nossa vida."
in Cenas de Gaja
23 de outubro de 2007
"Um dia destes faço-te engolir um trago de ansiedade e deixo-te um nó na garganta. Um dia destes levo-te ao desespero."
by Poisoned Apple da Maçã de Eva
Esse dia já passou.
What women want
Plagiado de Gostar à Bruta
" As mulheres não querem ser definidas, antes compreendidas. As mulheres querem uma piada que as faça rir bonitas, não uma piada que as faça rir por rir.
As mulheres não querem que os homens perguntem permanentemente o que é que querem. As mulheres escolhem inúmeras vezes a roupa não porque são instáveis ou porque têm dificuldades de decisão, mas para verem sequencialmente o seu corpo - as roupas são o espelho. As mulheres desejam que aos seus ouvidos se reze insistentemente e em voz baixa.
Elas desejam que os homens adivinhem os seus desejos, que lhes digam palavras rudes com ternura, que lhes digam palavras ternurentas com violência, que a paixão seja inventada (porque quando uma mulher tem prazer sai do seu corpo…). As mulheres querem que os homens fechem a porta à noite para elas a abrirem de manhã.
Querem As mulheres querem ter a esperança de não ser elas, pelo menos uma vez por mês. Elas querem falar com as amigas (ou amigos) o que o seu homem não sabe ouvir. Querem que o seu homem entenda que ele nem sempre é seu assunto preferido. Querem dançar para os outros homens para chamar o seu para perto de si. As mulheres querem ser ressarcidas dos seus erros, querem que acreditem nelas quando mentem, que duvidem delas quando dizem a verdade. As mulheres querem ser perfeitas dentro das suas imperfeições.
Querem ser olhadas nos olhos, na menina dos olhos. Querem viver o que não entendem. Querem dizer o que sofrem para não sofrer do mesmo. Querem ter sonhos eróticos para substituir as lembranças passadas. Querem (queriam!) criar uma outra mulher dentro de si, uma outra mulher que as contradiga. As mulheres, ao andar, querem sentir olhos nas costas, não assobios ou piropos. As mulheres querem descansar num colo.
Querem que um homem as ajude a enterrar o passado e, ao mesmo tempo, a desenterrar o futuro. Querem ser surpreendidas com um beijo nos ombros. Querem descobrir, nem tarde nem cedo demais, o que a vida quer delas. Querem que os homens fechem as antigas relações e a pasta de dentes. As mulheres não querem que os homens falem por elas, tal como eu aqui tentei fazer. "
" As mulheres não querem ser definidas, antes compreendidas. As mulheres querem uma piada que as faça rir bonitas, não uma piada que as faça rir por rir.
As mulheres não querem que os homens perguntem permanentemente o que é que querem. As mulheres escolhem inúmeras vezes a roupa não porque são instáveis ou porque têm dificuldades de decisão, mas para verem sequencialmente o seu corpo - as roupas são o espelho. As mulheres desejam que aos seus ouvidos se reze insistentemente e em voz baixa.
Elas desejam que os homens adivinhem os seus desejos, que lhes digam palavras rudes com ternura, que lhes digam palavras ternurentas com violência, que a paixão seja inventada (porque quando uma mulher tem prazer sai do seu corpo…). As mulheres querem que os homens fechem a porta à noite para elas a abrirem de manhã.
Querem As mulheres querem ter a esperança de não ser elas, pelo menos uma vez por mês. Elas querem falar com as amigas (ou amigos) o que o seu homem não sabe ouvir. Querem que o seu homem entenda que ele nem sempre é seu assunto preferido. Querem dançar para os outros homens para chamar o seu para perto de si. As mulheres querem ser ressarcidas dos seus erros, querem que acreditem nelas quando mentem, que duvidem delas quando dizem a verdade. As mulheres querem ser perfeitas dentro das suas imperfeições.
Querem ser olhadas nos olhos, na menina dos olhos. Querem viver o que não entendem. Querem dizer o que sofrem para não sofrer do mesmo. Querem ter sonhos eróticos para substituir as lembranças passadas. Querem (queriam!) criar uma outra mulher dentro de si, uma outra mulher que as contradiga. As mulheres, ao andar, querem sentir olhos nas costas, não assobios ou piropos. As mulheres querem descansar num colo.
Querem que um homem as ajude a enterrar o passado e, ao mesmo tempo, a desenterrar o futuro. Querem ser surpreendidas com um beijo nos ombros. Querem descobrir, nem tarde nem cedo demais, o que a vida quer delas. Querem que os homens fechem as antigas relações e a pasta de dentes. As mulheres não querem que os homens falem por elas, tal como eu aqui tentei fazer. "
Catapultas
" Para mandar para longe alguma coisa é necessário primeiro segurar com força nessa coisa, depois efectuar um movimento e projectar o pulso para a frente. É assim que as prostitutas expulsam o coração quando com a boca pintada de bâton chupam o pénis do velho que não conhecem, e a cama tem molas que emitem ruídos (guinchos) ao mesmo tempo que a prostituta chupa o pénis do velho que está sentado e espera, e é assim que a catapulta funciona.
Nos rapazes e raparigas com desgostos amorosos e que são cumprimentados na rua também se usa a mesma técnica, já conhecida dos antigos: uma máquina de guerra. Atirar o coração para longe. A catapulta.
E nos que sobrevivem ao adultério também. "
(Gonçalo M. Tavares- Água, cão, cavalo, cabeça. Editorial Caminho, 2006)
«Um envelope individual»
"O exame electroencefalográfico tem doze registos que podem ser mono ou bipolares. Os exames captam os estímulos eléctricos de cada uma das áreas do cérebro; depois tiram-se conclusões.
Em repouso, o ritmo eléctrico do cérebro é diferente.
É necessário acreditar na verdade e não acreditar na mentira.
Uma escritora utiliza esta expressão: ficar individual. Uma pessoa que numa conversa, de repente, fica individual, é alguém que entra em si próprio, como se cada um fosse dois e pudesse o seu 2.° mergulhar no primeiro e fechar-se.
Existem momentos em que somos sociais, disponíveis; e existem momentos em que somos individuais.
No café detestam que eu leve livros e os leia, e que escreva. Aceitam e gostam de alguém que leva um jornal e lê durante horas, sentado. É uma questão de não se sentirem estúpidos, mas são estúpidos. "
Em repouso, o ritmo eléctrico do cérebro é diferente.
É necessário acreditar na verdade e não acreditar na mentira.
Uma escritora utiliza esta expressão: ficar individual. Uma pessoa que numa conversa, de repente, fica individual, é alguém que entra em si próprio, como se cada um fosse dois e pudesse o seu 2.° mergulhar no primeiro e fechar-se.
Existem momentos em que somos sociais, disponíveis; e existem momentos em que somos individuais.
No café detestam que eu leve livros e os leia, e que escreva. Aceitam e gostam de alguém que leva um jornal e lê durante horas, sentado. É uma questão de não se sentirem estúpidos, mas são estúpidos. "
Gonçalo Tavares
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