22 de junho de 2007

Depressing Art

Hole in the heart
In her chest, where her heart used to be there is now only a bleeding hole so that no one will be able to hurt her.

ó Fachavor, um Verãozinho não?

Se este maravilhoso tempo cinzento, com temperaturas na ordem dos 17ºC é o Verão, não quero de todo imaginar o que será o Inverno. Presumo que ande de triquini em Fevereiro, não?
Ao menos que digam " Este 2007 vai ser todo o ano Outono/Inverno ", que assim faço uma gestão mais linear dos recursos no que concerne ao investimento em roupa de sobrevivência.

De ‘Aforismos’

Um murmúrio imperceptível durante o dia,
enche toda a penumbra nocturna.


Teixeira de Pascoaes

Noites Longas

A cidade dorme...



Noites sem nome


Noites sem nome, do tempo desligadas,
Solidão mais pura do que o fogo e a água,
Silêncio altíssimo e brilhante.


As imagens vivem e vão cantando libertadas
E no secreto murmurar de cada instante
Colhi a absolvição de toda a mágoa.


Sophia de Mello Breyner Andresen

Portrait

We live our lives on different sides,
But we keep together you and I

I believe in you
Even if no one understands
I Believe in you, and I don't really give a damn

Abraçopatia?

Sou a favor do desenvolvimento de um qualquer objecto que faça as outras pessoas perceberem quando precisamos mesmo delas, ou quando estamos mesmo naquela altura em que nos sabia bem um abraço.

Este é o momento em que surge o " porque não pedir? " ...Hum, porque acho que não tenho o direito de chatear ninguém com os meus dramas, e depois porque sou demasiado orgulhosa para me mostrar em baixo. Claro que tenho os meus overflows, aliás, tenho imenso disso. Infelizmente, se não me acho no direito de chatear ninguém, então também não me devia achar no direito de esperar que as pessoas desenvolvam o seu lado " Linda Reis " e venham a levitar até mim sempre que pressintam que não estou bem. ( mas continuo a recriminar a inexistência dessa vertente nas pessoas)

Anyway, como tu não lês o blog, e como o blog foi provocado fundamentalmente pela tua presença na minha vida, posso dizer o que me apetece. É nestas alturas que sinto mesmo a tua falta. Ou melhor, a falta dos teus abraços, quando pressentias que eu não estava bem. E mais sinto falta de eu não ter de dizer nada, de no meio dos nossos silêncios tu perceberes exactamente o que eu precisava, quando precisava. Que saudades da nossa sintonia ... Céus!
E agora, que já não te vejo, sabe-se lá há quanto tempo, gostava mesmo de saber o que estás a fazer, como estás e o que precisas ...
Mas prefiro ficar a imaginar o impossível, e achar que sei lá, vais sentir que não estou bem e vais aparecer aqui, para me dar o abraço de outros tempos, do que ligar-te a dizer "Olha, desculpa, mas preciso de ti".
Vou ali sentar-me na cadeirinha e morrer de velha, como o seguro.

21 de junho de 2007

eu MATO-TE ó cume Dantesco!

Máximas das Desesperadas #2

"There is a prayer intended to give strength to people faced with circumstances they don’t want to accept. The power of the prayer comes from it's insight into human nature.
Because so many of us rage against the hand that life has dealt us. Because so many of us are cowardly. And afraid to stand up for what is right. Because so many of us give into despair when faced with an impossible choice.
The good news for those who utter these words is that God will hear you and answer your prayer. The bad news is that sometimes the answer is no."

Jura, que vais ficar com ela dura

O Penim e a Teresa Guilherme são uns devassos. Esta é a única conclusão possível depois de se associar o anúncio "o filme das nossas vidas" à telenovela que este promovia, "Jura". Ou isso ou sou o único que não vive num filme pornográfico.
Importa dizer que a qualidade até nem é má de todo. Por oposição às novelas da TVI, em que parece que todos os actores foram sedados, a acção da novela da SIC é vertiginosa: A velocidade com que a actriz Patrícia Tavares sobe a saia só encontra paralelo na rapidez com que o, aham..., actor Pepê Rapazote desce as calças. Sem dúvida que a SIC fez um esforço para beber os ensinamentos dos filmes pornográficos. Também na novela, o argumento (sim, existe um argumento) parece ser pretexto para que haja uma cena de sexo em cada cinco minutos. Nunca o Rui Veloso sonhou que iria compôr a banda sonora de uma produção deste género.
Por falar em género, esperemos que a novela não mude do erótico para o terror. Dado o voluntarismo com que o personagem Fernando, interpretado pelo Pepê Rapazote, mas que raio de mãe é que dá um nome destes ao filho, se atira a tudo o que ande (incluindo uma gaja que faz dois dele e cuja voz de bagaço impõe respeito ao Darth Vader) todos os telespectadores tremem de medo ante a possibilidade de a SIC introduzir a bestialidade nos canais de sinal aberto. Já faltou mais.

Mas o mais ridículo é o final de cada episódio. O que deveria ser um momento de alívio e contentamento para todos os telespectadores é transformado num martírio pelo locutor de serviço, que resolve opinar sobre o episódio do dia, fazendo uma longa reflexão e terminando a dizer que vai pensar sobre o assunto. Seria um valor acrescentado para os filmes pornográficos se lá tivessem este gajo a dar uma de intelectual: "Tanto Jenna Jameson como o marido vivem absorvidos pela carreira... (pausa para reflexão) o afastamento vivido pelo casal e a carência de afectos que daí advém levam a que a consultora procure a aventura junto de Nacho Vidal, um moço de entregas que transporta consigo uma encomenda de 20 centímetros. O resultado (nova pausa) é um tórrido jogo de sedução que culmina num entusiasmante fellatio, um apaixonado cunnilingus, e uma envolvente cópula seguida de um inesperado cumshot na face da empresária (pausa um pouco mais longa). Foi preciso procurar fora da relação para viver novas sensações. Será que Jenna teria oportunidade de vivenciar o prazer anal com o marido? Hoje apetece-me pensar nisso..."



Sim, porque no meio desta chuva toda de Verão, ele há coisas que me fazem rir.

Burn in Hell

Wikipedia: A primeira pilha elétrica foi criada em 1800 pelo cientista italiano Alessandro Volta.

Espero que ardas no inferno! Tu e a grande caprina da Ministra da Educação, que apesar de ser mulher, não lhe vejo grande utilidade.

Se eu te apanho, dou-te tantas meu camelo!

Se eu descubro o filho da putting que inventou as pilhas, juro que lhe meto 10 AA em fila, pelo recto acima.
EU SOU UMA LADY! Uma lady não tem de saber se os electrões na pilha vão do cátodo para o ânodo, ou do ânodo para o cátodo, for god's sake! É que só começa a faltar-me a parte do halterofilismo para ficar um Nacho Vidal.

Esticulos'Dei

Possíveis pedidos de sanção da Belinha:

- Chibata-me com os "esticulos"!

- "Amanda-me" com o canal deferente!

- Dá-me com a túnica albugínea!

- "Deslarga-me" com a próstata nos queixos!

- Afaga-me com o epidídimo!


E depois é rezar 50 pais-nossos e o caso tá resolvido.

20 de junho de 2007

Cê tá boa?



Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo

Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama ..

Máximas das Desesperadas #1

"Everyone in the world needs someone they can depend on. Be they faithful friends, determined advocates, or a loving family. But occasionally in life, the people we thought would always be there for us…leave. And if that happens, it’s amazing the lengths we’ll go to, to get them back."

à Posteriori

" Estou cansada de não fazer um cu. Amanhã vou tentar não fazer um rabo. "
Ele há grandes pensadores no mundo.

Nova teoria da perna aberta

é a Natália Embrulha com retinol a menos, e a Paris Milton com rAtinol a mais.

Dos hectares

Eu respeitava o espaço dele. Só não respeitava a àrea de espaço que ele queria. 510659868 metros quadrados era demasiado longe para mim.

Contradições

Descobri pela leitura do blog que só tenho momentos de amor e de ódio. Não tenho as alturas ditas "normais". "- És inconstante.". Palavra?

As Ipirangas ( se for a cousa q'eu penso)

Irrita-me ver como nós mulheres somos susceptíveis a sofrer pelos nossos ditos "mais-que-tudo", só porque parece estar institucionalizado que assim deve ser. Nós temos de ser educadas, não podemos fazer peixeirada, e muito menos manifestar o nosso desagrado face a certas e determinadas coisas que nos deixam a hipófise num flood constante. O que digo eu a isto? UMA MERDA É QUE NÃO PODEMOS! Como dizia aqui :

" Os amores são bons quando fazem as pessoas felizes (ponto!). Um amor bom cansa, dá trabalho e, sobretudo, sabe ficar em silêncio – não dizendo nada, diz Tudo. Porque silêncio é respeito. Mais, um amor bom não deve concordar com tudo, pelo contrário, deve abrir novos mundos, novas perspectivas, novas pequenas certezas. No meio de tudo isto vamos errando, pedindo desculpas, criando e construindo. Nunca fazendo o que o outro(a) quer, mas o que se deve. Constrói-se respeitando o espaço de ambos, ao invés de uma clausura sufocante. Porque um verdadeiro amor não é perfeito, antes, tem muitos defeitos. Como todos nós. E é disso que se alimenta, vive e cresce. "
Por isso darling, mais do que ceder às supostas imposições sociais, cede a ti mesma e à tua integridade. Se não estás feliz como estás, fala sobre as coisas! Falar não resolve? Então grita! Gritar não é para ti? Então manda um telegrama. MAS FAZ-TE OUVIR!
Já chega de dramas emocionais, e do frequente não conseguir estudar por questões do coração. As relações devem fazer-nos sentir melhor, e ser um porto de abrigo; não uma treta de uma distracção pela negativa. Por mais que gostes de alguém, tu vens primeiro.
Para a minha well-behaved friend, S* ( Love you Loads )
De uma Frígida, que para além de frígida, é egoísta.

(...)

Tenho muitas saudades tuas, mas nenhuma vontade de te ver. Não é paradoxal, porque tu não existes, ou melhor, o que eu amo verdadeiramente em ti não és tu, mas sim as qualidades e idealismos que achei por bem projectar em ti. O que tu és na realidade, hum ... não, disso não gosto.