13 de abril de 2015

No mundo, o que não falta é gente que não sabe se deve ir ou ficar, que não sabe se vale a pena arriscar ou se deve desistir. Entre tanta gente indecisa, cobarde e preguiçosa, que ao mais pequeno sinal de problemas resolve fazer as malas e partir para outra, dá valor a quem fica de livre e espontânea vontade. Dá valor a quem decide, com livre arbítrio, e sob todas as condições e circunstâncias, que tu és a melhor opção. Dá valor a quem, perante uma fase menos boa, ache que vale a pena ser paciente e esperar porque está certo que melhores dias ao teu lado virão. 
Toda a gente tem dias de dúvida, de questionamento, de medo, de preocupação, de tristeza. E, dependendo da pessoa e da fase da vida, estes dias podem durar semanas ou até mesmo meses. Mas é precisamente nesses momentos, quando o barco parece tremer e a opção de saltar fora parece tentadora, que se deve procurar forças para manter o navio em movimento.
Não desistas de alguém que nunca desistiu de ti. O que nós mais precisamos na nossa vida é de gente que fica quando o resto do mundo se foi embora. Temos de ser a excepção, numa sociedade onde as pessoas preferem sair pela porta fora em vez de respirar fundo e esperar que a tempestade passe. Pois ela passa, e o que fica depois disso é o amor e a cumplicidade de quem nos conhece por inteiro, com as nossas imperfeições e defeitos, e não somente a nossa melhor versão. Porque parecer perfeito aos olhos de uma pessoa qualquer é fácil, o difícil é encontrar alguém capaz de se manter abraçado a nós com a mesma firmeza de sempre, mesmo quando não conseguimos ser fortes a toda a hora e as nossas imperfeições sobem à flor da pele.

Osaka, 13.04.2015

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