29 de agosto de 2010

Exmos. Administradores das Estradas (com e sem SCUTs) desse Portugau,

Hoje fiz o obséquio de passar pelas vossas execráveis novas máquinas que se fazem passar pelos ex-funcionários das portagens. Embora tenha sido uma experiência fascinante deparar-me com uma pseudo bilheteira travestida de roxo, e ter tido o privilégio de privar com a técnica da mesma (entenda-se por "técnica" a saloia de boné que se encontrava a blasfemar antipatia ao lado da máquina), confesso que este tipo de utensílio me suscitou preocupações várias:

a) Apesar dos botões em fúscia aprostituzado, as máquinas supra citadas lembram-me as caixas de pagamento self-service do Continente; se eu não tiver levantado dinheiro e o MB não funcionar (típico nas ditas) como procedo?

b) soube que V. Exas. possuem um call center para situações imprevistas, Bravo!; yet, medito se indivíduos com acufenos ou perda de audição conseguirão ser bem sucedidos. Houve investimentos em técnicas de linguagem gestual para apoiar a chamada do call center? Não vi nenhum ecrã por lá e adorava saber mais sobre isto.

c) No caso de ser um mudo nesta situação imprevista, como contacta convosco? Sai do carro e gesticula para as câmaras de segurança?

Agradecendo desde já a V. Exas. os esclarecimentos.

Peço deferimento.

27 de agosto de 2010

“Your heart is my piñata.”
Chuck Palahniuk
"Never allow someone to be your priority while allowing yourself to be their option”