Compões dentro da tua cabeça uma mulher com um bocadinho disto e um bocadinho daquilo e esperas que bata certo. Levas um bocado do tecido rasgado e queres encontrar o todo. Mas não encontras ninguém.
Pior, encontras alguém que te vem provar sem remissão que não a vais poder substituir tão facilmente porque não há mais nada no mundo inteiro depois dela senão um deserto de tempo que se estende à tua frente onde tudo se torna insignificante e pequenino.
E quando pensas poder voltar atrás, também sabes que não é possível voltar atrás porque tu estás num mundo e ela noutro, os dois tão depressa se afastam, encerrados em planas fotografias em que estão abraçados e já não somos nós. E já te disse, não há "cuincidências".
Pedro Paixão in Nos teus braços morreríamos
Sem comentários:
Publicar um comentário