27 de fevereiro de 2008

Meu querido, se fosse possível voltar de novo ao princípio, nada havia que quisesse mudar, só queria ficar mais tempo nesse tempo em que ainda sabíamos tão pouco um do outro, em que os nossos corpos desconheciam tanto de si próprios, em que entrávamos num mundo novo que nós dois fazíamos sem saber como, mas fazíamos com gestos e palavras enquanto o mundo todo morria à nossa volta.
PAIXÃO, Pedro, "Amor portátil", Livros Cotovia

Sem comentários: