13 de fevereiro de 2008

Aparece. Abraça-me. O teu abraço protege-me do mundo. Só tu, me proteges de mim. Silência-te.
Olha para mim. Eu fico a olhar para o lado oposto. Sentes o mesmo que eu? Sentes o mesmo que eu. (...)
Olha para a frente. Eu olho para ti. Precisas de um abraço também. Quero sussurar-te ao ouvido que te adoro. Não o adores. Adoro-te. Nem tu nem eu sabemos porquê. É errado. Quero-te comigo. Entrelaçar os meus dedos nos teus e ficar muito tempo a olhar para as ondas a rebentarem nas rochas. O tempo de te dizer o que quero. Não, não lhe digas. Ele não entende. O tempo de um lenço que serve de manta ficar molhado. Não lhe digas. O que há para saber, tu sabes. Se não sabes, deverias saber. Fala-me de banalidades. Age. Sentes o mesmo que eu. Se sentes o mesmo que eu, age. Falo-te eu de banalidades. O não agires leva-me a concluir que não sentes o mesmo que eu. Sentes o mesmo que eu? Chega de conversas banais. Age.


Histórias verdadeiras, 14

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