4 de julho de 2007

Ribeira, Foz, Praia da Luz, Boavista, Serralves pelos muros. Sempre um ataque maciço e uma excelente defesa. O carro a escorregar pelos carris abandonados dos eléctricos. A eficiência dos criados, a inquietação dos clientes. O rio a desfazer-se sem barulho, silenciosamente, a diluir-se na água salgada. As palavras fortes, carregadas, os miúdos sujos. Jantamos num restaurante de luxo em que ela não toca em nada, em que somos reconhecidos com um presépio ao fundo. Se quisermos voltar, não poderemos. Há qualquer coisa a obstruir a nossa vida, a impedir de a deixar seguir em frente. “Tu sabes que eu quero morrer, não sabes?”

in Barely Legal de Pedro Paixão

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